Como Foi a Velhice e Morte de Davi?

A velhice de Davi é relatada na Bíblia com detalhes que mostram que ele foi um homem imperfeito, mas profundamente temente a Deus e compromissado com a vontade divina. Ele era um pecador, porém sempre estava pronto a se arrepender e buscar auxílio na misericórdia do Senhor.

Os dois primeiros capítulos de 1 Reis registram a velhice de Davi; enquanto que o penúltimo capítulo de 2 Samuel traz as últimas palavras poéticas de Davi (2 Samuel 23:1-7). A parte final do livro de 1 Crônicas também contém informações importantes sobre os últimos dias do reinado de Davi e o fim de sua vida, sobretudo enfocando as instruções para a construção do Templo durante o reinado de Salomão (1 Crônicas 21-29).

Como foi a velhice de Davi?

Especialmente o livro de 1 Reis mostra que as conseqüências do pecado de Davi perduraram mesmo em sua velhice. Isso porque a velhice de Davi também foi marcada pelas intrigas de Adonias, Abiatar, Joabe e Simei – mais uma conspiração para tomar seu trono.

O escritor bíblico diz que o rei Davi estava velho em dias e já sentia as dificuldades da velhice (1 Reis 1:1). Naquele tempo Davi estava com cerca de setenta anos de idade (cf. 2 Samuel 5:4; 1 Reis 2:11).

Embora não estivesse com uma idade tão avançada em comparação aos padrões atuais de envelhecimento, é preciso considerar que naquela época as condições de vida eram outras. Além disso, Davi certamente teve uma vida fisicamente desgastante, sempre envolvido em batalhas e constante tensão.

A Bíblia também diz que na velhice de Davi seus servos procuraram uma jovem donzela que pudesse lhe aquecer. A jovem escolhida foi a mui formosa Abisague, uma mulher sunamita. Abisague cuidou de Davi em sua velhice, mas o texto bíblico ressalta que Davi não teve qualquer relação sexual com ela (1 Reis 1:3,4).

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A oposição de Adonias na velhice de Davi

Antes de sua vida chegar ao fim, Davi precisou enfrentar mais uma oposição que partiu de dentro de sua própria casa. Dessa vez Adonias tentou repetir o mesmo plano que anteriormente havia levado seu irmão Absalão à ruína. Tal como Absalão, ele tinha uma aparência imponente e também era indisciplinado. Inclusive, o autor bíblico deixa claro que Davi nunca contrariou Adonias (1 Reis 1:5,6).

Naquela altura Adonias era o filho mais velho de Davi ainda vivo. Então ele se sentiu no direito de se proclamar rei sobre Israel. Ele se aproveitou das debilidades da velhice de Davi para tentar usurpar o seu trono. Além disso, diferentemente de Absalão, dessa vez Adonias contou com o apoio daquele que havia sido o principal comandante do exército de Davi ao longo de seu reinado: Joabe. Além de Joabe, o sumo sacerdote Abiatar também apoiava Adonias (1 Reis 1:7).

Porém Adonias não teve o apoio do sumo sacerdote Zadoque, do profeta Natã, de Simei, Reí e dos valentes de Davi. Então o profeta Natã e Bate-Seba agiram rápido e advogaram junto a Davi em favor de Salomão. Eles conscientizaram Davi acerca da urgência de fazer de Salomão o rei de Israel e, assim, acabar com a conspiração de Adonias (1 Reis 1:11-50).

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A morte de Davi

Se por um lado a insurgência de Adonias foi um lembrete de que Davi não teria paz dentro de sua própria casa por causa das consequências de seu pecado, por outro lado a frustração do plano de Adonias e a coroação de Salomão como rei de Israel era mais uma prova da fidelidade do Senhor à Sua Palavra. Deus havia prometido a Davi uma dinastia eterna.

Essa promessa tem seu cumprimento final na pessoa de Cristo que veio da linhagem de Davi através de Salomão (Mateus 1:6,7). Jesus Cristo é o grande Filho de Davi, o Rei Ungido que reina para sempre do qual todos os reis messiânicos da casa de Davi apenas prefiguraram. Somente em Cristo as qualidades do rei teocrático ideal são realmente encontradas.

Em nenhum momento Davi duvidou da Palavra de Deus. Ao contrário, sua confiança não estava fundamentada em sua justiça pessoal, mas na aliança eterna que Deus estabeleceu com ele. Isso fica muito claro em seu último poema onde ele diz: “Não está assim com Deus a minha casa? Pois estabeleceu comigo uma aliança eterna em tudo bem definida e segura” (2 Samuel 23:5).

Por tudo isso ele é lembrado como o homem segundo o coração de Deus. O escritor do livro de Samuel fala de Davi como o “homem exaltado”, o “ungido do Deus de Jacó”, o “mavioso salmista de Israel” (2 Samuel 23:1).

Antes de morrer, Davi deu as últimas instruções a seu filho Salomão. Ele o aconselhou não apenas ao que dizia respeito aos assuntos políticos de Israel, mas principalmente no que dizia respeito ao compromisso e a devoção ao Senhor (1 Reis 2:1-12).

Davi reinou sobre Israel durante quarenta anos – sete anos em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém. Ao informar sobre a velhice e morte de Davi, o cronista escreve: “Morreu em ditosa velhice, e repleto de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar” (1 Crônicas 29:28).

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