O Que é Amar o Próximo Como a Ti Mesmo?

Amar o próximo como a ti mesmo significa reconhecer em outros a mesma dignidade que há em sua própria vida; significa oferecer ao outro o mesmo cuidado e consideração que você dedica a si mesmo.

Em seu ministério terreno, o Senhor Jesus deu grande importância à questão do amor ao próximo. Certa vez um fariseu lhe perguntou sobre qual seria o grande mandamento da lei. Em outras palavras, ele queria saber qual dos 613 mandamentos identificados na religião judaica, era o mais importante.

Jesus respondeu a pergunta do fariseu com um mandamento duplo: o primeiro e maior de todos os mandamentos é aquele que ensina que devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mateus 22:37,38; cf. Deuteronômio 6:5). Já o segundo mandamento é aquele que diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39; cf. Levítico 19:18).

É evidente que o verdadeiro amor ao próximo é um amor sacrifical e abnegado; pois envolve buscar o bem-estar do próximo sem qualquer interesse próprio. Jesus não apenas ensinou sobre a necessidade de o homem amar o próximo como si mesmo, mas também demonstrou na prática esse compromisso. Assim, sua conduta serve de exemplo a todos os cristãos (1 João 3:16).

Por que devemos amar o próximo?

Devemos amar o próximo como a nós mesmos porque essa é a vontade de Deus; é uma ordem divina! O “amar o próximo como a ti mesmo” deve ser o comportamento esperado à luz da verdade de que os seres humanos carregam a imagem divina.

A Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Então o grande propósito da criação do homem é a glória de Deus. Portanto, cada pessoa é, em certa medida, refletora da imagem de Deus e um testemunho de Sua glória. Claro que a imagem de Deus no homem foi prejudicada por causa do pecado, mas não foi perdida.

Assim, essa verdade bíblica nos faz perceber que ao amarmos o próximo como a nós mesmos, também estamos expressando o nosso amor para com Deus. Quando amamos o próximo conforme o modelo bíblico, estamos reconhecendo a grandeza da obra de Deus e zelando pelo testemunho de Sua glória. Nesse sentido, quando você ama o próximo como a ti mesmo, você também está mostrando que o seu amor para com Deus é realmente verdadeiro.

Uma característica indispensável de uma pessoa que ama a Deus, é ter prazer em cumprir a vontade d’Ele. Deus expressa sua vontade através de sua Lei registrada nas Escrituras. Por isso o salmista diz: “Oh! Como eu amo a tua Lei! Medito nela o dia inteiro” (Salmo 119:97).

Conforme Jesus ensinou, a questão do amor ao próximo é parte essencial da Lei de Deus. O modelo da lei moral do Senhor expresso nos Dez Mandamentos é um exemplo claro disso. Os primeiros quatro mandamentos tratam do relacionamento do homem com Deus; enquanto que os outros seis mandamentos tratam do relacionamento do homem com o seu próximo.

Por isso Jesus resumiu toda a lei moral e espiritual em dois grandes mandamentos que tratam do amor; um amor que, primeiro, deve ser dirigido a Deus, e, em seguida, ao homem. Mas perceba que Jesus também disse que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro. Então a ideia aqui é muito clara: se alguém ama a Deus sinceramente, então naturalmente também deverá amar o próximo da forma apropriada.

Isso explica por que na Carta aos Romanos lemos que “quem ama o próximo tem cumprido a Lei” (Romanos 13:8-10). Em sua epístola, Tiago também enxergou esse mandamento como uma lei régia (Tiago 2:8). O apóstolo João, dedicou grande parte de sua primeira epístola a denunciar muito claramente o erro das pessoas que não amam a seu próximo.

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Como você pode amar o próximo como a ti mesmo?

Você pode amar o próximo como a ti mesmo amando, primeiramente, a Deus. Como foi dito, os dois mandamentos – amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a ti mesmo, estão intimamente ligados. O primeiro resulta no segundo; e o segundo jamais poder ser cumprido plenamente sem o primeiro.

O amor a Deus não pode ser separado do amor ao próximo. É impossível alguém amar a Deus verdadeiramente e odiar o seu próximo; bem como também é impossível alguém amar o seu próximo como a si mesmo e não amar a Deus.

Aqui alguém pode argumentar que há muitos incrédulos que demonstram um amor notável pelos outros. Mas a verdade é que esse tipo de pessoa possui uma visão muito limitada sobre o conceito do amor. Em última análise, a caridade que ela pratica apenas serve para alimentar seu ego ou para promover o bem-estar de sua consciência confusa.

Portanto, amar o próximo como a ti mesmo origina-se de amar a Deus sobre todas as coisas (João 4:21; Mateus 5:43; 7:12; 19:19). W. Wiersbe diz que se amamos a Deus, experimentamos o amor dele dentro de nós e expressamos esse amor a outros. Nós não vivemos em função de regras, mas sim de relacionamentos: um relacionamento de amor com Deus que torna possível nos relacionarmos em amor com os outros.

Na Parábola do Bom Samaritano Jesus fornece um modelo perfeito de como devemos amar o próximo, ainda que esse próximo seja nosso inimigo (Lucas 10:25-37).

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