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Lição 10: As Manifestações do Espírito Santo

As Manifestações do Espírito Santo é o tema da lição 10 das Lições Bíblicas CPAD do 3º trimestre de 2017 para a Escola Bíblica Dominical. Nesta lição estudaremos sobre a atuação do Espírito Santo do Antigo ao Novo Testamento.

Texto Áureo: Atos 2:39

Leitura Bíblica em Classe: Atos 2:1-6; 1 Coríntios 12

As Manifestações do Espírito Santo: Introdução

Lições Bíblicas 3º Trimestre de 2017 – Escola Bíblica Dominical

A Bíblia mostra a atuação e as manifestações do Espírito Santo de Deus do Antigo ao Novo Testamento. Algumas pessoas equivocadamente pensam que o Espírito Santo não atuava no Antigo Testamento, mas esse pensamento não se sustenta à luz das Escrituras.

Primeiramente podemos destacar a atuação do Espírito Santo como parte da Santíssima Trindade na obra da criação, quando o Espírito pairava sobre a face das águas levando ordem ao caos. Já com relação à economia da salvação, o Espírito Santo regenerava as pessoas no Antigo Testamento da mesma forma como regenera a partir do Novo Testamento.

Também é inegável a atuação e manifestação do Espírito Santo de forma soberana no sentido de capacitar alguém de maneira especial para um determinado ministério. Sim, o Espírito Santo já atuava no Antigo Testamento no aspecto carismático, concedendo dons a determinadas pessoas.

Um dos primeiros exemplos sobre isso é o caso dos artífices Bezalel e Aoliabe, dois homens que foram capacitados pelo Espírito Santo a fazer incríveis obras de arte, e ainda tinham o dom de ensinar outras pessoas sobre esse ofício (Êxodo 35:30-34).

Foi o Espírito Santo que capacitou os juízes de Israel, como o forte Sansão, o canhoto Eúde, Gideão e outros, para que pudessem libertar o povo de seus opressores. Mais tarde, vemos também que alguns reis foram capacitados com o Espírito Santo. O exemplo mais claro foi o próprio rei Davi (Salmo 51:11). Na verdade os reis de Israel eram ungidos com óleo que naquele contexto simbolizava a unção do Espírito Santo.

Talvez o exemplo mais direto sobre a capacitação e distribuição de dons do Espírito Santo no Antigo Testamento esteja no ministério dos profetas. Homens como o profeta Elias e o profeta Eliseu, foram grandiosamente dotados do Espírito Santo. Outros, como o profeta Isaías, o profeta Jeremias, o profeta Ezequiel, além de terem sido separados para servirem como mensageiros de Deus, ainda foram escolhidos e capacitados para registrarem as Escrituras, assim como os apóstolos também foram no Novo Testamento.

Tudo isso significa que a manifestação do Espírito Santo no Antigo Testamento era essencialmente a mesma que no Novo Testamento, regenerando, santificando, guardando e capacitando o povo de Deus.

No entanto, no Novo Testamento podemos perceber que o Espírito Santo passou a atuar de forma mais intensa no povo do Senhor, no aspecto de que enquanto apenas algumas pessoas específicas eram capacitadas por Ele para o ministério no Antigo Testamento, no Novo Testamento o Espírito Santo foi derramado sobre todos os redimidos, cumprindo-se as promessas registradas no próprio Novo Testamento.

É fácil entender isso quando olhamos para um episódio que ocorreu com Moisés, quando este estava sentindo o peso de liderar o povo de Israel e pediu que Deus alivia-se aquela carga sobre seus ombros. Então o Senhor ordenou que fossem separados setenta anciãos que receberiam do mesmo Espírito que estava sobre Moisés para servirem de auxílio a ele.

Também não é difícil entender que não se tratava da regeneração daquelas setenta indivíduos, mas de uma capacitação especial para que eles pudessem exercer o ministério. Em certo momento Josué questionou aquela distribuição do dom Espírito Santo sobre outras pessoas além de Moisés, mas a resposta do próprio Moisés em forma de oração é bastante esclarecedora sobre a própria atuação e manifestação do Espírito Santo no Novo Testamento: “Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito” (Número 11:29).

As Manifestações do Espírito Santo: A Descida do Espírito

A oração de Moisés desejando que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo do Senhor tornou-se realidade no dia do Pentecostes, poucos dias depois da ascensão de Cristo ao céu.

Alguns anos antes desse acontecimento, o profeta João Batista também anunciou que o Messias seria aquele capaz de batizar com o Espírito Santo (João 1:33). Durante seu ministério terreno, o próprio Jesus garantiu que o Auxiliador, isto é, a pessoa do Espírito Santo, seria enviado ao seu povo (João 14). Além disso, Ele deu ordens específicas para que seus discípulos ficassem em Jerusalém aguardando o derramamento do Espírito.

Quando finalmente esse grande evento ocorreu, o apóstolo Pedro entendeu o tamanho do significado daquele momento que representava a transição da Antiga Aliança para Nova Aliança, e apontou para o cumprimento do que havia sido profetizado pelo profeta Joel: “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão” (Atos 2:17,18). Saiba mais sobre o significado do Pentecostes.

As Manifestações do Espírito Santo: Os Sinais

O derramamento do Espírito Santo do dia de Pentecostes foi acompanhado de sinais que apontavam para a legitimidade daquele evento: (1) o som de um vento impetuoso; (2) línguas como de fogo; (3) os crentes falaram em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia.

Há pouca discussão sobre os dois primeiros, enquanto que com relação às línguas muito se tem debatido. De qualquer forma, o modo com que o evangelista Lucas relata o evento registro em Atos 2, enfatiza muito claramente que naquele contexto as línguas eram idiomas falados, ou seja, com o derramamento do Espírito Santo, os cristãos anunciaram as maravilhas de Deus na língua característica de várias regiões diferentes, de modo que as pessoas podiam ouvir cada um em seu próprio idioma. O objetivo desse milagre é muito claro: a ordem de Deus é que o Evangelho seja pregado em todo mundo (cf. Marcos 16:17).

Novamente o “falar em línguas” é registrado na casa do Centurião Cornélio (Atos 10:46) e entre os discípulos de João Batista em Éfeso (Atos 19:6). Em ambos os casos o objetivo principal desse milagre foi apontar de forma clara que aquelas pessoas pertenciam a Igreja de Cristo. No entanto, diferente do capítulo 2 de Atos, Lucas não fornece qualquer informação conclusiva se aquelas línguas eram conhecidas assim como ocorreu no Pentecoste, ou se eram pronunciamentos ininteligíveis.

O apóstolo Paulo também trata da questão do “falar em línguas” quando escreveu a igreja de Corinto (1 Coríntios 12-14). Esse texto é alvo de muito debate, de modo que existem diferentes interpretações sobre ele. Alguns sugerem que se trata da mesma manifestação descrita no livro de Atos, outros entendem que se trata da mesma manifestação que ocorreu na casa de Cornélio e em Éfeso, mas não da mesma que ocorreu no Pentecostes.

Por fim, há quem defenda que a manifestação que ocorria na igreja de Corinto não era essencialmente a mesma registrada em Atos. De qualquer forma, independentemente da interpretação desse ponto, é inegável que uma comparação entre os textos de Atos e 1 Coríntios 12-14 revela algumas diferenças notáveis com relação à manifestação das línguas, especialmente no âmbito normativo quanto a seu uso.

A continuidade ou não do dom de falar em línguas também é bastante debatida. Alguns defendem que esse dom serviu de forma específica para aquele momento histórico narrado no livro de Atos, enquanto que outros acreditam que esse dom ainda seja distribuído de forma soberana pelo Espírito Santo aos cristãos.

As Manifestações do Espírito Santo: Os Dons Espirituais

O Novo Testamento revela em várias passagens que o Espírito Santo capacita o povo de Deus com dons especiais para o exercício no ministério cristão. Um dos textos mais conhecidos a esse respeito encontra-se no capítulo 12 de 1 Coríntios.

Algo que é fundamental nesse texto, pois revela o próprio objetivo do apóstolo Paulo ao escrevê-lo, é entender que a distribuição dos dons é feita pelo próprio Espírito Santo e de forma soberana, de modo que expressa a própria diversidade dos membros do Corpo de Cristo, ou seja, os dons não servem para determinar quem é o mais espiritual na comunidade cristã, mas servem para a edificação da Igreja e o Espírito Santo os concede a quem Ele quer.

As Manifestações do Espírito Santo: Conclusão

As manifestações do Espírito Santo podem ser vistas nas Escrituras do começo ao fim. Ele atuou na criação, atua na obra da redenção e também atua na capacitação do povo de Deus para o ministério do Evangelho. Todo cristão verdadeiro deve ter o desejo de ter uma vida plena do Espírito Santo, buscando com diligência a capacitação concedida por Ele a fim de que possamos ter uma vida santa diante de Deus.

Escola Dominical – Lições Bíblicas 3º Trimestre 2017: A Razão da Nossa Fé – Assim Cremos, Assim Vivemos EBD CPAD | Lição 10: As Manifestações do Espírito Santo.

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