As Causas da Desunião Devem Ser Eliminadas

As causas da desunião devem ser eliminadas de entre o povo de Deus. Do começo ao fim, a Bíblia ensina que o povo do Senhor deve viver em harmonia e união. A própria história de Israel mostra como a desunião pode ser muito prejudicial, e serve de exemplo aos crentes de hoje.

A desunião entre os israelitas pode ser vista na Bíblia desde os tempos do êxodo e, posteriormente, no período dos juízes. Não eram raros os episódios em que as tribos não se entendiam. No tempo da monarquia as causas da desunião no povo de Israel chegaram ao seu auge. A prova disso foi a divisão do reino de Israel em dois reinos distintos: Judá, ao sul, e Israel, ao norte.

Ambos os reinos desunidos caíram por causa de sua desobediência ao Senhor. O último a cair foi o reino de Judá; mas quando caiu, teve de enfrentar um longo período de cativeiro na Babilônia.

Quando o tempo de exílio acabou conforme o propósito do Senhor, o remanescente judeu recebeu a oportunidade de retornar a Judá e reconstruir Jerusalém. Deus moveu o rei Ciro na direção de autorizar o retorno dos judeus e a reconstrução do templo de Jerusalém.

O primeiro grupo voltou sob a liderança interna de Zorobabel, um príncipe de Judá. Zorobabel conduziu os trabalhos de reconstrução do templo. Mas isso não foi nada fácil. Os judeus enfrentaram oposições internas e também problemas internos. Entre os problemas internos destacava-se a desunião do povo com respeito ao propósito de concluir aquela obra. Muitos se preocuparam mais com seus próprios interesses individuais do que com os interesses coletivos do povo de Deus.

O Senhor levantou seus profetas, Ageu e Zacarias, para exortar, encorajar e unir novamente o povo em torno daquele propósito comum de edificar o templo. Foi então que finalmente as obras foram concluídas.

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As causas da desunião

O tempo passou e novamente a situação do povo em Jerusalém foi ficando complicada. Décadas depois de o templo ter sido reconstruído, a cidade de Jerusalém estava desolada. Seus muros continuavam destruídos e seus portões queimados. Nesse contexto Deus levantou Neemias para liderar e unir o povo no trabalho de reconstrução dos muros de Jerusalém em tempo recorde.

Contudo, mais uma vez os problemas internos do povo de Judá se tornaram evidentes. Nesse sentido, o maior problema foi justamente a desunião. As principais causas da desunião entre o povo tinham a ver com a injustiça social.

Aquele povo que, unido, tinha reconstruído o templo e os muros da cidade, agora estava desunido por causa da desigualdade e da injustiça. A porção mais rica e poderosa da nação tinha explorado a porção mais pobre. Com isso, os ricos ficavam ainda mais ricos enquanto os pobres ficavam ainda mais pobres.

A sobrevivência numa terra que havia sido castigada pela invasão de uma nação estrangeira que drenou suas riquezas, de fato não era nada fácil. Além disso, Judá continuava sob o domínio persa e tinha que pagar altas cargas de impostos.

Então para sobreviverem naquele ambiente complicado, os judeus mais pobres tinham que recorrer aos judeus mais ricos pedindo-lhes empréstimos. Os judeus mais ricos, por sua vez, emprestavam aos mais pobres impondo-lhes uma sobrecarga de juros.

Parece que naquele período Judá não estava conseguindo comerciar com as nações vizinhas; e os agricultores, que tinham que ficar em Jerusalém, acabavam abandonando os campos. Como consequência, havia fome e grande pobreza. Então muitos judeus fatalmente terminavam não conseguindo pagar seus empréstimos.

A situação era tão crítica que as terras eram hipotecadas e até as crianças eram vendidas como escravas para quitar dívidas. E as causas da desunião eram tão profundas que os responsáveis por isso não eram os vizinhos hostis de Judá, mas os próprios judeus que exploravam seus irmãos.

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Como as causas da desunião devem ser eliminadas?

A Bíblia diz que toda aquela situação aborreceu muito Neemias (Neemias 5:6). Então Neemias, levantado pelo Senhor, tratou de agir para eliminar as causas da desunião entre o povo. Ele teve coragem de repreender os nobres e magistrados. Neemias reuniu o povo e conclamou o arrependimento – incluindo-se também a si mesmo na mudança necessária (Neemias 5:10).

Neemias então propôs que àqueles que tivessem emprestado a juros abrissem mão de seus ganhos. Ele também pediu que os poderosos restituíssem as terras e os bens que foram tomados dos mais pobres. A porção rica do povo então se comprometeu a restituir os pobres e a não cobrar deles os juros devidos.

Com isso, basicamente Neemias estava reunindo o povo numa renovação da aliança, sob o comprometimento em cumprir a lei mosaica no que dizia respeito aos empréstimos e à possibilidade de escravidão por causa de dívidas (cf. Êxodo 22:25-27; Levítico 25:35-43; Deuteronômio 23:20).

O modo como Neemias tratou e eliminou as causa da desunião entre os israelitas servem de exemplo para a Igreja hoje. O apóstolo Paulo, por exemplo, exorta os crentes a não tolerar qualquer forma de desunião, mas viver em harmonia na unidade de Cristo (1 Coríntios 1:10-17). Além disso, a desunião sempre resulta de vícios que são chamados na Bíblia de “obras da carne” (Gálatas 5:19-21).

É por isso que aqueles que verdadeiramente amam a Deus, jamais sentem prazer em fomentar a desunião. Antes, eles vivem em união refletindo o amor uns para com os outros (Salmos 133:1; 1 João 4:21). Então as causas da desunião devem ser eliminadas na unidade do povo de Deus em Cristo.

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