Estudo Sobre Vigilância Espiritual

Todo cristão deve estar vivendo em constante vigilância espiritual enquanto aguarda o retorno do Senhor Jesus. Sabemos que estamos vivendo em tempos difíceis. Por isto a vigilância constante combinada à oração é algo fundamental ao cristão em sua caminhada na fé.

Não há como imaginar a vida cristã sem que ela esteja caracterizada por uma constante vigilância. A Bíblia diz que todos os crentes genuínos estão envolvidos numa batalha espiritual. Nessa batalha não lutamos contra pessoas, mas contra principados e potestades que constituem uma força espiritual maligna. Satanás, que é o líder dessa força das trevas, se empenha em lançar setas inflamadas contra o povo de Deus (Efésios 6).

Além disso, os crentes ainda precisam lidar com sua velha natureza que se inclina aos desejos pecaminosos. Então há também uma guerra espiritual interna, em cada um de nós, onde mortificamos mais e mais nossa velha natureza e nos submetemos ao controle do Espírito de Deus. Tudo isto se dá através do processo da santificação, onde a oração e a constante vigilância têm parte importante (Gálatas 5).

Por que viver em constante vigilância?

Estar em vigilância é estar alerta, atento, acordado; é estar a todo tempo comprometido com a guarda de um objetivo. Como já foi dito, estamos participando de uma intensa batalha espiritual. Nenhum soldado entra numa guerra sem estar em constante vigilância. Se faltar vigilância a um soldado no campo de batalha sua integridade estará correndo sério perigo.

É assim também com o crente. Um crente que não esteja vivendo em constante vigilância é um crente vulnerável que a qualquer momento pode cair em tentação. Ele pode acabar cedendo a alguma artimanha maligna, ou se inclinando a concupiscência de sua própria carne. Mas o cristão que vive em constante vigilância espiritual não cai no erro da negligência ou na falha do despreparo.

Além do mais, a vigilância espiritual constante é uma ordem do Senhor Jesus aos seus seguidores. Essa vigilância espiritual tem tanto uma aplicação imediata quanto escatológica. O crente deve estar vivendo em constante vigilância para não cair em tentação aqui e agora; bem como ele deve estar vivendo em constante vigilância no sentido de estar aguardando a todo tempo e de forma adequada o retorno de Cristo.

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O objetivo da vigilância constante

A Bíblia não revela a data de quando será o dia da segunda vinda de Cristo (Mateus 24:36). A Parábola das Dez Virgens, por exemplo, nos faz entender que a vigilância espiritual constante separa o sensato do tolo. Não basta apenas vigiar por um tempo; isto é loucura diante da certeza da chegada do Noivo (Mateus 25:1-13).

A constante vigilância espiritual também distingue aquele que verdadeira está preparado para o dia do retorno de Cristo e aquele que será surpreendido por esse dia. Sobre isto, na Parábola do Ladrão de Noite Jesus diz: “Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mateus 24:43,44).

Ao falar sobre a necessidade da constante vigilância, o apóstolo Paulo adverte os cristãos tessalonicenses com base no mesmo ensino do Senhor Jesus. Ele escreve: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (1 Tessalonicenses 5:1,2).

Mas o mesmo apóstolo indica que os verdadeiros cristãos, vigilantes e prontos, jamais serão surpreendidos quando esse dia chegar: “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa” (1 Tessalonicenses 5:4). Os genuínos seguidores de Cristo de fato não sabem a data desse grande dia. Mas eles esperam em constante vigilância por esse dia; e capacitados pelo Espírito Santo e experimentados no conhecimento das Escrituras, eles percebem os sinais que falam da aproximação desse dia. Por isso eles não serão surpreendidos.

Toda essa verdade, sem dúvida, impacta a vida cristã diária. Como foi dito, a constante vigilância não possui apenas um objetivo futuro e escatológico, mas também presente. Aquele que espera vigilante pelo retorno de Cristo, necessariamente buscará ter uma vida diária de santidade ao Senhor e de resistência às tentações.

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A constante vigilância espiritual e a oração

Uma das passagens mais conhecidas da Bíblia é aquela que registra Jesus no Getsêmani. A agonia de nosso Senhor antes de sua prisão foi vividamente relatada pelos escritores bíblicos. No meio desse relato também chama atenção a exortação de Jesus acerca da vigilância. Inclusive, Jesus conecta diretamente a vigilância e a oração ao dizer: Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (Mateus 26:41).

Claro que essas palavras de Jesus tiveram uma aplicação primária aos seus discípulos mais próximos no contexto daquela noite em que Ele esteve orando no Jardim do Getsêmani. Aquele era um momento decisivo e os discípulos tinham que demonstrar fidelidade ao Mestre; eles tinham que superar as debilidade de sua natureza humana e acompanhar o Senhor Jesus em oração e vigilância.

Mas essas palavras também possuem uma aplicação prática a todos os crentes de todas as épocas. A constante vigilância e a perseverante e incessante oração, devem caracterizar a vida de crente fiel que se submete inteiramente à vontade do Senhor.

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