Cristão Pode Ser Político? Pastor Pode se Candidatar?

Sim, um cristão pode ser político. Não há nada na Bíblia que proíba que um cristão se candidate e exerça uma função política. A verdade de que a Igreja, como organização, não deve se envolver com política não significa que os cristãos são proibidos de ocuparem cargos públicos.

A Bíblia registra as histórias de muitos homens e mulheres de Deus que passaram boa parte de suas vidas inseridos num ambiente político. Essas pessoas ocuparam cargos públicos ou exerceram, de alguma forma, uma posição política influente. Inclusive, muitos foram levantados por Deus num contexto de crise.

Podemos falar aqui de José, governador do Egito, de Daniel, de Neemias, de Ester e tantos outros. Todos eles tiveram em comum a condição de que jamais se corromperam e sempre honraram os princípios morais determinados por Deus.

Portanto, os cristãos podem ser políticos, mas devem fazer isto na qualidade de cidadãos e não como representantes da Igreja. Este é um ponto extremamente importante! Vejamos melhor a seguir.

Como deve ser a atuação do cristão na política?

Ao mesmo tempo em que o cristão não abre mão de sua fé e de seus princípios para ser político, ele também não deve distorcer seu cargo público para exercer funções eclesiásticas. Isso significa que num plenário político o cristão não age como pastor, presbítero ou diácono, mas como cidadão que presa pela moral, pela ordem e pelos bons costumes.

Infelizmente nos últimos tempos essa associação tem trazido prejuízo à imagem do povo de Deus. Muitas pessoas mal intencionadas tem usado a comunidade cristã para impulsionar sua vida política e envergonhar o Evangelho. Aliás, se um pastor local permite campanha eleitoral em sua congregação, além de ele estar traindo o seu chamado ministerial, também está cometendo crime contra a lei eleitoral.

A Igreja não deve fazer campanha política, mas ela deve instruir e conscientizar os fieis acerca de como entender a política à luz da Bíblia Sagrada. Se um cristão quer seguir carreira na política, ele deve ter vocação para isto e se preparar para exercer seu cargo. Nesse sentido a Igreja pode auxiliá-lo fornecendo preparo no que diz respeito à cosmovisão cristã, para que ele exerça sua função com excelência.

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Pastor pode ser político?

Esta é uma questão muito debatida e existem diferentes posicionamentos a respeito. De qualquer forma parece ser inadmissível a condição de pastores que querem combinar o exercício do pastorado e suas funções políticas. Ao fazerem isto, essas pessoas erram contra a sociedade em geral e contra a própria comunidade cristã.

Se um pastor quiser se candidatar e exercer um cargo político, o correto então é que ele decline de seu ministério pastoral e dedique-se a sua nova função. Quando o apóstolo Paulo aconselhou a Timóteo acerca do pastorado, ele deixou claro o quanto esse ministério exige do obreiro (cf. 2 Timóteo 2:3,4).

Não há como conciliar pastorado e política, pelo menos não corretamente. O pastor deve ter ciência da tamanha honra que lhe fora confiada na ministração da Palavra de Deus e na administração das ordenanças de Cristo à Igreja; definitivamente nada deve competir com essa função.

Embora o contexto seja outro, aqui podemos lembrar de um episódio registrado no livro de Atos. Os apóstolos se viram envolvidos na questão do assistencialismo às viúvas na Igreja Primitiva. Então os doze convocaram à comunidade cristã e deram o seguinte parecer: “Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas” (Atos 6:2). Creio que esse seja um bom conselho àqueles que pensam poder exercer simultaneamente o pastorado e o cargo político.

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