Cristãos são Homofóbicos?

Definitivamente os verdadeiros cristãos não são homofóbicos. Mas constantemente os cristãos, especialmente os evangélicos, são acusados de homofobia ao supostamente instigarem o ódio contra os homossexuais.

Se alguns poucos cristãos se comportam de forma homofóbica, eles não podem ser considerados como representantes absolutos do pensamento da ética cristã sobre o assunto. Mas devido às distorções que envolvem essa questão, é preciso que se façam algumas considerações.

O que é homofobia?

Antes de dizer se os cristãos são homofóbicos, primeiro é preciso definir o que é homofobia. Em seu sentido literal, a palavra homofobia remete à ideia de medo de homossexuais.

Mas é conhecido que não é exatamente sob esse conceito que essa palavra é aplicada. Popularmente a palavra homofobia passou a designar qualquer atitude que caracterize alguma rejeição, aversão, opressão e violência aos homossexuais. Então ações de violência, demonstrações de ódio e atos discriminatórios são sempre classificados como homofobia e seus agentes identificados como homofóbicos.

Os cristãos e a homofobia

Se a homofobia é basicamente ser agente de algum ato violento, opressor e discriminatório contra pessoas homossexuais, obviamente os cristãos não devem ser considerados homofóbicos em nenhum aspecto. Isso porque tais atitudes contrariam a ética cristã. Os cristãos são chamados a serem imitadores de Cristo.

Inclusive, em seu ministério terreno, Jesus foi censurado por ter mantido contato com certas classes de pessoas que eram repudiadas pelos líderes religiosos da época. Ele não desprezava essas pessoas. Ao contrário! Ele constantemente ia de encontro a elas e andava cercado por publicanos, meretrizes e pecadores.

Além disso, a Bíblia é muito clara ao afirmar que todos são pecadores (Romanos 3:23). E sob esse aspecto, qualquer tipo de pecado, independentemente de seu tipo, gravidade e consequência, é suficiente para separar o homem de Deus. Saiba o que é o pecado.

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Defender os princípios bíblicos não é homofobia

Mas infelizmente o que tem acontecido é que o termo homofobia constantemente tem sido aplicado contra um cristão que simplesmente expõe o que as Escrituras dizem sobre a prática homossexual. Aqui é preciso entender que para os cristãos verdadeiros, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é absoluta, legitima, inerrante e autoritativa.

A Bíblia jamais deve ser colocada sob a ótica relativista, ou sob a validação de determinadas culturas, grupos e costumes de certas épocas. Quando interpretada adequadamente, não restam dúvidas de que o que era pecado há dois mil anos, continua, ainda hoje, sendo pecado segundo a Bíblia.

Na verdade, de forma muito clara, a Bíblia identifica a prática homossexual como sendo um pecado. O apóstolo Paulo, por exemplo, inclui o relacionamento homoafetivo ao lado de outras práticas pecaminosas que são condenadas pela Palavra de Deus. Isso não há como ser mudado! As pessoas gostem ou não, todo aquele que crê na inspiração divina da Bíblia jamais defenderá que a homossexualidade é algo normal e aceitável perante Deus.

Mas o que acontece é que grupos do ativismo homossexual querem tentar impor a qualquer custo uma agenda que obriga os cristãos a se calarem acerca do que a Bíblia diz. Essas pessoas não apenas reivindicam o respeito aos homossexuais; na verdade elas tentam impor à sociedade suas ideologias de qualquer jeito, e procuram exterminar a opinião contrária. Um cristão, ou qualquer outro indivíduo, não pode ser classificado como homofóbico por discordar das práticas e das ideias homossexuais.

Os ativistas que defendem a agenda homossexual não podem, em hipótese alguma, acusar de disseminação de ódio e enxergar como criminoso um cristão que não aceita a homossexualidade como algo natural. O que esses movimentos estão tentando fazer é a criminalização da opinião.

Então dizer que o relacionamento homossexual é pecado, não é intolerância ou homofobia, é apenas defender os princípios bíblicos; da mesma forma como também o é dizer que adultério é pecado, por exemplo. Isso significa que um cristão que é acusado de ser homofóbico porque defende sua fé, acaba sendo vítima de intolerância religiosa.

O verdadeiro cristão não persegue os homossexuais

Como foi dito, a Bíblia realmente afirma que a prática homossexual é pecado. Mas não há uma única passagem bíblica que incentiva a perseguição, a discriminação e a incitação ao ódio contra homossexuais. Se alguém agride um homossexual em nome da Bíblia, essa pessoa desconhece completamente o que está escrito nela.

Aqui vale repetir mais uma vez que a Bíblia diz que todos são pecadores e foram destituídos da glória de Deus. Isso significa que todos carecem da graça divina. Além disso, Jesus resume toda a Lei de Deus em dois mandamentos: 1) amar a Deus sobre todas as coisas; e 2) amar o próximo como ti mesmo (Mateus 22:37,38).

Não há qualquer exceção acerca do amor que deve ser dispensado ao próximo. Então ao mesmo tempo em que o cristão não deve concordar com as práticas homossexuais, ele também deve amar, acolher e tratar com respeito e dignidade as pessoas que vivem nesse pecado.

Além disso, dizer que Deus julgará os que vivem na prática homossexual não é uma declaração homofóbica; antes, é uma advertência amorosa e urgente acerca da necessidade de arrependimento e salvação que todas as pessoas precisam.

Mas o problema dos ativistas da agenda homossexual não está relacionado especificamente aos cristãos, está relacionado à Bíblia. Essas pessoas enxergam a Bíblia simplesmente como um livro ultrapassado, antiquado, desatualizado e intolerante. Então para esses grupos os cristãos são homofóbicos simplesmente porque eles seguem a Palavra de Deus. Saiba também o que é ideologia de gênero.

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