Estudo Bíblico de Êxodo 10

Êxodo 10 registra a oitava e a nona pragas enviadas por Deus ao Egito. O estudo bíblico de Êxodo 10 mostra de forma clara como Deus endureceu Faraó para que ele resistisse à liberação dos israelitas para que estes fossem ao deserto adorar ao Senhor.

As duas pragas descritas em Êxodo 10 foram as últimas antes da praga final que resultou na morte de todos os primogênitos do Egito. O esboço de Êxodo 10 pode ser organizado em três partes principais:

  • Moisés e Arão diante de um Faraó endurecido (Êxodo 10:1-11).
  • A oitava praga (Êxodo 10:12-20).
  • A nona praga (Êxodo 10:21-29).

Moisés e Arão diante de um Faraó endurecido (Êxodo 10:1-11)

Êxodo 9 termina com a informação de que Faraó tornou a pecar e endureceu o seu coração a ponto de não deixar os filhos de Israel partir do Egito (Êxodo 9:34,35). Então Êxodo 10 começa informando que Deus endureceu o coração de Faraó e o coração de seus oficiais (Êxodo 10:1). Deus não endureceu um coração piedoso e solícito, mas um coração impenitente e já naturalmente endurecido.

O objetivo desse endurecimento era a oportunidade para a manifestação dos sinais de Deus no meio dos egípcios; bem como para que os israelitas pudessem perpetuar o relato das manifestações divinas no Egito. Nesse sentido, as pragas do Egito tinham uma finalidade pedagógica (Êxodo 10:2).

Deus ordenou que Moisés e Arão se apresentassem perante Faraó e lhe questionasse até quando ele se recusaria a deixar o povo de Israel ir ao deserto. Os mensageiros divinos também avisaram a Faraó que se ele se recusasse a liberar os israelitas, no dia seguinte Deus enviaria gafanhotos que cobririam toda a terra do Egito e destruiriam todo o alimento disponível (Êxodo 10:3-6).

Diante do aviso do Senhor, os oficiais egípcios aconselharam Faraó a deixar com que os homens israelitas fossem ao deserto servir a Deus. Os oficiais julgaram que o Egito já estava arruinado o bastante para correr o risco de sofrer com mais uma praga (Êxodo 10:7).

Então Moisés e Arão foram levados até Faraó, e o rei do Egito perguntou a eles quem dos israelitas iria ao deserto adorar. Moisés respondeu que todos os israelitas iriam, ou seja, os jovens, os velhos, os homens, as mulheres, e também todo o seu rebanho. Todo o povo tinha de estar presente para celebrar ao Senhor. Não havia qualquer espaço para negociar restrições (Êxodo 10:8,9). Mas Faraó não aceitou essa posição e disse que poderia liberar apenas os homens adultos, e em seguida expulsou Moisés e Arão de sua presença (Êxodo 10:10,11).

A oitava praga (Êxodo 10:12-20)

Diante da nova recusa de Faraó, Deus ordenou que Moisés estendesse sua mão sobre o Egito para que viessem os gafanhotos sobre toda a terra a fim de devorarem tudo o que havia restado depois da chuva de pedras (Êxodo 10:12).

Moisés fez conforme a palavra do Senhor. Então a Bíblia diz que Deus fez soprar sobre a terra um vento oriental que trouxe gafanhotos que infestaram o Egito. Os gafanhotos eram muito numerosos e cobriram a superfície de toda a terra egípcia e comeram tudo o que havia disponível, de modo que não sobrou nenhuma folha verde nas árvores, nem na erva do campo (Êxodo 10:13-15).

Diante do impacto da oitava praga, o texto bíblico diz que Faraó se apressou em chamar Moisés e Arão. Isso significa que o Egito havia chegado a um ponto crítico e a ameaça de uma grande crise era iminente. Diante deles, Faraó confessou que havia pecado contra o Senhor, e pediu que uma vez mais eles orassem ao Senhor para que aquela praga chegasse ao fim (Êxodo 10:16,17).

Assim que Moisés saiu da presença de Faraó, ele orou ao Senhor e um vento forte levou os gafanhotos para longe do Egito, lançando-os no Mar Vermelho. A Bíblia diz que nenhum gafanhoto restou em todo o Egito. Porém, mais uma vez o Senhor endureceu o coração de Faraó, e o governante egípcio não deixou os israelitas partirem (Êxodo 10:18-20).

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A nona praga (Êxodo 10:21-29)

Depois da praga dos gafanhotos, Deus ordenou que Moisés uma vez mais estendesse a mão para o céu, pois densas trevas haveriam de encobrir o Egito. Moisés obedeceu à ordem do Senhor e as trevas cobriram o Egito por três dias. As trevas eram tão intensas que os egípcios ficaram impossibilitados de fazer qualquer coisa durante aquele período. Mas os filhos de Israel, por outro lado, tinham luz em suas habitações (Êxodo 10:21-23).

Obviamente esse cenário revelava que não havia uma explicação natural para as trevas que cobriram o Egito. Não se tratava de um eclipse do sol; nem mesmo de uma tempestade de areia. Aquelas trevas eram sobrenaturais; eram um sinal que testemunhava a grandeza do Senhor.

Uma das principais divindades cultuadas no Egito era Rá, o deus-sol. Ele era celebrado toda manhã quando surgia a luz matinal. Mas naquela ocasião o Egito ficou em trevas durante três dias. O deus-sol que, segundo eles acreditavam, vencia continuamente as trevas e o caos, agora estava humilhado perante o sinal do único e verdadeiro Deus. O panteão egípcio não podia ser comparado ao Senhor, o Deus de Israel.

Mais uma vez Faraó mandou chamar Moisés e tentou negociar a saída dos israelitas para o deserto. Ele propôs que o povo de Israel fosse servir o Senhor, mas sem levar os seus rebanhos. Mas Moisés lhe avisou que aquela proposta não podia ser aceita, pois as ofertas apresentadas ao Senhor seriam tomadas dos rebanhos. Portanto, os israelitas não podiam deixar seus rebanhos para trás (Êxodo 10:24-26).

No entanto, o registro de Êxodo 10 termina mostrando que o Senhor novamente endureceu o coração de Faraó, e este não quis deixar o povo de Israel ir. Faraó expulsou Moisés de sua presença e o ameaçou dizendo que se voltasse a vê-lo, ele o mataria (Êxodo 10:27-29). Quando Deus entrega o homem ao seu próprio pecado o resultado é desastroso. O Egito estava prestes o sofrer a severidade da décima e última praga.

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