Estudo Bíblico de Êxodo 13

Êxodo 13 registra a consagração dos primogênitos do povo de Israel em conexão com a saída dos israelitas do Egito. O estudo bíblico de Êxodo 13 também fala sobre como Deus guiou o seu povo escolhido pelo caminho para fora das terras egípcias mediante sua intervenção poderosa.

O esboço de Êxodo 13 pode ser dividido em três partes principais:

  • A consagração dos primogênitos (Êxodo 13:1-12).
  • O resgate dos primogênitos (Êxodo 13:13-16).
  • A presença orientadora e protetora de Deus (Êxodo 13:17-22).

A consagração dos primogênitos (Êxodo 13:1-12)

Êxodo 13 começa com a ordem do Senhor a Moisés para que todo primogênito de Israel fosse consagrado a Ele, tanto de homens como de animais, pois todos lhe pertenciam (Êxodo 13:1,2). O restante da narrativa bíblica a respeito da vida religiosa de Israel, mostra que assim como as primícias das colheitas, os primogênitos eram sagrados ao Senhor, pois apontavam para o fato de que a Deus pertence todas as coisas.

Na sequência, Êxodo 13 registra o discurso de Moisés diante do povo mais uma vez relembrando a importância do livramento dado pelo Senhor ao tirar os israelitas do Egito com mão forte, e explicando a ordenança da Páscoa como um rito que devia ser observado na sequência da história de Israel (Êxodo 13:3-7).

Na celebração da Páscoa, a cada ano, em cada família israelita, os pais tinham de contar aos seus filhos o significado profundo daquele ritual que tinha a ver com libertação do Egito, quando o Senhor passou por cima dos israelitas ao executar o seu juízo contra os egípcios (Êxodo 13:8-10; cf. Êxodo 12:29-36).

Nesse ponto o texto bíblico traz uma recomendação interessante: “E será como sinal na tua mão e por memorial entre teus olhos; para que a lei do Senhor esteja na tua boca; pois com mão forte o Senhor te tirou do Egito” (Êxodo 13:9).

Curiosamente, mais tarde os judeus interpretaram literalmente essa ordenança fazendo uso dos filactérios que traziam partes da Lei dentro de pequenas caixas de couro que eram amarradas à testa e ao braço esquerdo. Inclusive, no Novo Testamento o Senhor Jesus Cristo criticou essa prática como um tipo de exibição externa da religiosidade dos fariseus (Mateus 23:5).

Em seguida, Moisés comunicou ao povo mais detalhes sobre a consagração dos primogênitos. Todo primogênito macho dos animais tinha de ser oferecido ao Senhor — com exceção do primogênito da jumenta que tinha de ser resgatado com cordeiro (Êxodo 13:12,13).

O resgate dos primogênitos (Êxodo 13:13-16)

Já com relação aos primogênitos homens de Israel, eles tinham de ser resgatados (Êxodo 13:13). Isso significava que enquanto o primogênito de um animal podia ser dado ao Senhor como oferta de holocausto, os filhos primogênitos dos homens jamais podiam ser oferecidos dessa forma, ou seja, todo filho primogênito tinha de ser resgatado. O sacrifício humano de primogênitos era uma prática pagã que Deus abominava (2 Reis 16:3).

O texto bíblico também diz que os pais tinham de explicar aos seus filhos a consagração dos primogênitos tendo como contexto a libertação do Egito, especialmente a noite em que o juízo de Deus foi derramado na décima praga e todos os primogênitos egípcios foram mortos (Êxodo 13:14-16).

Nesse sentido, os primogênitos israelitas foram poupados pelo Senhor por causa do sangue do cordeiro pascal. Isso quer dizer que os primogênitos de Israel não estavam intrinsecamente imunes ao juízo de Deus, mas que o juízo divino não recaiu sobre eles porque os cordeiros que foram sacrificados na primeira Páscoa serviram por resgate deles.

Tendo isso como pano de fundo, é possível entender melhor por que a tribo de Levi foi consagrada para o serviço do Senhor. Embora todo primogênito pertencesse ao Senhor, os levitas foram escolhidos para substituir o primogênito de cada família israelita (Números 8:14-19). Os primogênitos que excediam o número dos levitas, eram resgatados pela quantia de cinco ciclos (Números 3:46-51).

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A presença orientadora e protetora de Deus (Êxodo 13:17-22)

A última parte de Êxodo 13 relata como o Senhor guiou os israelitas para fora do Egito. A rota pela terra dos filisteus era o caminho mais curto, mas Deus não levou os israelitas por ali para que eles não ficassem assustados com uma possível guerra e tentassem retornar ao Egito (Êxodo 13:17).

Então, Deus levou os israelitas pelo caminho mais longo, fazendo-os rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho. O texto diz que os israelitas saíram do Egito arregimentados (Êxodo 13:18). Isso quer dizer que o povo de Israel saiu das terras egípcias como um exército, em formação militar.

Êxodo 13 ainda traz a observação de que na saída do Egito, os restos mortais de José, filho de Jacó, foram levados junto com os israelitas. Embora José tivesse sido governador do Egito, ele jamais perdeu a convicção de que Deus cumpriria sua Palavra e daria aos filhos de Israel à terra prometida a Abraão (Êxodo 13:19).

Por fim, Êxodo 13 termina mostrando que a presença de Deus foi constante com Israel. O escritor bíblico diz que durante o dia, o Senhor ia adiante dos israelitas numa coluna de nuvem; enquanto que durante a noite o Senhor iluminava o povo numa coluna de fogo (Êxodo 13:20-22).

Inclusive, a nuvem e o fogo aparecem em várias passagens bíblicas como símbolos da presença de Deus. Particularmente em Êxodo 13, esses símbolos mostram que a presença do Senhor não desamparou Israel. Deus guiou e protegeu o seu povo dia e noite.

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