Estudo Bíblico de Gênesis 22

Gênesis 22 fala sobre a ocasião em que Deus provou Abraão. O estudo bíblico de Gênesis 22 mostra como o patriarca hebreu demonstrou obediência, plena confiança na promessa de Deus e total compromisso com Ele.

Além disso, Gênesis 22 faz ainda uma referência ao sacrifício de Cristo ao registrar a provisão de Deus de um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. Um esboço de Gênesis 22 pode ser feito da seguinte forma:

  • Deus prova Abraão (Gênesis 22:1-8).
  • Deus providencia um carneiro para substituir Isaque (Gênesis 22:9-19).
  • A descendência de Naor (Gênesis 22:20-24).

Deus prova Abraão (Gênesis 22:1-8)

Gênesis 22 inicia dizendo que num determinado tempo Deus pôs Abraão à prova. A Bíblia mostra em várias passagens que Deus submete seu povo a testes que muitas vezes envolvem situações de sofrimento ou adversidade. Mas o objetivo das provações enviadas por Deus é pedagógico. As provações servem para aperfeiçoar a fé e a obediência dos santos.

Deus chamou Abraão e prontamente ele respondeu: “Eis-me aqui!” (Gênesis 22:1). Essa expressão usada também por outros homens de Deus enfatiza sua posição de sujeição à vontade do Senhor (cf. Êxodo 3:4; 1 Samuel 3:4; Isaías 6:8).

Deus ordenou que Abraão tomasse Isaque, seu único filho, e o oferecesse em holocausto em um dos montes da terra de Moriá (Gênesis 22:2). Mas é interessante que o texto de Gênesis 22 não mostra em nenhum momento Abraão discutindo com o Senhor. Ele simplesmente ouviu a ordem divina e a obedeceu imediatamente. Ele se levantou de madrugada, preparou o seu jumento e a lenha, tomou Isaque e dois de seus servos, e partiu para Moriá (Gênesis 22:3).

Ao terceiro dia Abraão conseguiu avistar o lugar que Deus havia lhe falado. A partir dali ele seguiu o caminho apenas com Isaque. Inclusive, Isaque foi o responsável por carregar a lenha do holocausto. Isso significa que apesar de a Bíblia não dizer qual era a idade de Isaque naquela ocasião, ele já tinha tamanho suficiente para tal tarefa (Gênesis 22:4-6).

Em determinado momento Isaque questionou Abraão sobre onde estava o cordeiro para o holocausto, já que eles estavam carregando somente a lenha, o fogo e o cutelo. A resposta de Abraão foi uma profunda declaração de fé: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (Gênesis 22:8).

Deus providencia um carneiro para substituir Isaque (Gênesis 22:9-19)

Gênesis 22 diz que quando Abraão e Isaque chegaram ao lugar indicado por Deus, o patriarca edificou um altar, dispôs a lenha sobre ele e deitou Isaque amarrado sobre a lenha (Gênesis 22:9). Também é interessante notar a obediência de Isaque. Em nenhum momento Gênesis 22 registra qualquer lamentação ou revolta por parte do rapaz.

Quando Abraão tomou o cutelo para imolar Isaque, o Anjo do Senhor bradou do céu e lhe interrompeu. Foi nesse momento que Abraão escutou as maravilhosas palavras: “Não estenda a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho” (Gênesis 22:12). Isso significa que a fé de Abraão havia sido confirmada através da obediência (cf. Gálatas 5:6; Hebreus 11:17; Tiago 2:21).

Imediatamente Abraão ergueu os olhos e contemplou um carneiro preso entre os arbustos. Abraão tomou o carneiro e ofereceu em holocausto, e chamou aquele lugar de “O SENHOR Proverá”, do hebraico YHWH Yireh (Gênesis 22:13,14). Depois disso, mais uma vez o Anjo do Senhor bradou do céu e confirmou a Aliança com Abraão (Gênesis 22:15-19).

A descendência de Naor (Gênesis 22:20-24)

Gênesis 22 termina fornecendo uma conclusão para a história de Tera indicando a descendência de Naor, irmão de Abraão. Esse pequeno registro é importante porque ele termina com o nascimento de Rebeca (Gênesis 22:20-23).

Rebeca seria a mulher que dentro de algum tempo haveria de se casar com Isaque. Então Gênesis 22 começa com uma ordem que, a princípio, gera perplexidade por causa da possibilidade da morte de Isaque; mas termina com a apresentação da linhagem da esposa daquele rapaz que simbolicamente foi trazido dos mortos. Isaque e Rebeca foram os pais de Esaú e de Jacó, o homem que teve seu nome trocado por Deus para Israel. Ele foi o pai das doze tribos que formaram a nação israelita.

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Lições de Gênesis 22

Há muitas lições maravilhosas em Gênesis 22, mas aqui destacaremos as duas principais. A primeira lição tem a ver com o exemplo de Abraão. Durante todo o texto de Gênesis 22 Deus se refere a Isaque como o “único filho” de Abraão. Abraão também era pai de Ismael, mas a designação “único filho” significa que Isaque era o único filho da promessa. Ismael tinha sido deserdado e mandado embora.

Além disso, à parte de Isaque não havia outro através do qual Deus haveria de cumprir Sua promessa. O próprio Deus tinha sido bem claro ao dizer: “porque por Isaque será chamada a tua descendência” (Gênesis 21:12).

Humanamente falando, a morte de Isaque significava o fracasso da promessa; a quebra da Aliança. Mas Deus é imutável, seu propósito jamais pode ser frustrado; suas promessas nunca são vãs; e Ele é sempre fiel à Sua Palavra.

Abraão sabia disso e não teve dúvida de que Deus haveria de manter a promessa. Obviamente a disposição de Abraão em entregar seu único filho em holocausto sem questionar a ordem de divina foi uma grande prova de confiança, fidelidade e obediência ao Senhor.

Mas havia algo ainda mais maravilhoso que o escritor de Hebreus observa e coloca como a expressão máxima da fé de Abraão na galeria dos heróis da fé. O patriarca estava tranqüilo quanto a Isaque, porque sabia que “Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos” (Hebreus 11:19).

A segunda lição diz respeito mais especificamente à execução do plano da redenção. O carneiro que o Senhor providenciou para substituir Isaque era um tipo de Cristo (Gênesis 22:13). Aquele sacrifício substitutivo prefigurou a sacrifício expiatório de Jesus na cruz.

No Moriá um cordeiro substituiu Isaque e foi queimado em holocausto. Mas no Calvário ninguém pôde substituir o Cordeiro de Deus que morreu em nosso lugar. Ele foi entregue em holocausto e sobre Ele caiu o fogo da justiça divina por causa do pecado que Ele tomou sobre si.

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