Estudo Bíblico de Gênesis 42

Gênesis 42 fala sobre como os irmãos de José foram ao Egito em busca de alimento. O estudo bíblico de Gênesis 42 ainda revela o modo sábio com que José agiu para reunir novamente sua família.

O esboço de Gênesis 42 pode ser organizado assim:

  • Os irmãos de José descem ao Egito (Gênesis 42:1-6).
  • José reconhece seus irmãos (Gênesis 42:7-20).
  • A culpa dos irmãos de José (Gênesis 42:21-24).
  • Os irmãos de José voltam do Egito (Gênesis 42:25-38).

Os irmãos de José descem ao Egito (Gênesis 42:1-6)

Conforme Deus havia avisado através de José na interpretação do sonho de Faraó, uma grande crise se espalhou pela terra (Gênesis 41). A fome chegou à terra de Canaã e Jacó resolveu enviar seus filhos ao Egito em busca de alimento. Ele tinha tomado conhecimento que havia mantimento no Egito (Gênesis 42:1). Em outras ocasiões a família da aliança já havia buscado – ou pelo menos tentado buscar – melhores condições de vida no Egito em tempos de crise (cf. Gênesis 12:10; 26:1-2).

Jacó ordenou que seus filhos comprassem cereais dos egípcios para sua família não morrer de fome em Canaã. Mas Jacó enviou ao Egito somente seus filhos mais velhos. Ele tinha medo que ao enviar ao Egito seu caçula Benjamim, alguma desgraça pudesse lhe acontecer (Gênesis 42:4). Isso significa que Benjamim havia ocupado o lugar de José como o filho preferido de seu pai. Aqui também vale lembrar que Benjamim era o único irmão de José por parte de mãe.

Então os dez outros irmãos de José partiram para o Egito (Gênesis 42:5). Chegando naquela terra, eles se prostraram perante José, o governador do Egito. Era ele quem vendia alimentos a todos os povos que desciam ao Egito em busca de sobrevivência na crise (Gênesis 42:6).

Os irmãos de José se prostraram diante dele com o objetivo de preservar suas vidas. Eles não reconheceram José. Além disso, sem saber eles cumpriram os sonhos que José tivera ainda muito jovem e que apontavam para o governo de José sobre a casa de seu pai (Gênesis 37:5).

José reconhece seus irmãos (Gênesis 42:7-20)

Embora os irmãos de José não tenham lhe reconhecido, ele os reconheceu. Mas José não deixou que eles soubessem quem ele era (Gênesis 42:7). O fato de José não ser reconhecido por seus irmãos foi algo completamente plausível. Eles haviam visto José pela última vez quando ele tinha apenas dezessete anos. Mas agora José já era um homem formado de quase quarenta anos. Além disso, José se vestia como um alto oficial do Egito e se comunicava com o uso de um intérprete (Gênesis 42:23).

Ao ver seus irmãos ali, José também se lembrou dos sonhos que tivera quando jovem. Então José começou a testá-los. José primeiro os acusou de serem espiões que tinham ido até o Egito para conhecer os pontos fracos da terra (Gênesis 42:9).

Os irmãos de José trataram de negar aquelas acusações e se empenharam em afirmar que eles eram homens honestos, membros de uma unidade familiar (Gênesis 42:11). José, porém, insistiu em sua acusação enquanto seus irmãos tentavam se defender fornecendo mais detalhes sobre sua família na intenção de conseguirem alguma credibilidade (Gênesis 42:13). Foi nesse ponto que os filhos de Jacó falaram que seu irmão mais novo estava protegido com seu pai.

Então José jurou pela vida de Faraó que eles não sairiam dali sem que antes seu irmão mais novo fosse levado ao Egito. Daí José propôs que um deles fosse a Canaã buscar o irmão mais novo e provar a veracidade de suas palavras. Naquela ocasião José os prendeu por três dias (Gênesis 42:17). Jurar pela vida de um monarca ou pelo nome de uma divindade era uma prática comum na antiguidade para atestar a confiabilidade do que estava sendo dito por alguém.

Ao terceiro dia José fez a eles uma proposta final. Um dos irmãos ficaria preso no Egito, enquanto os demais iriam buscar Benjamim e provar que suas palavras eram verdadeiras e não dignas de morte (Gênesis 42:18-20). Inclusive, José assegurou a seus irmãos que eles podiam confiar em sua proposta, pois ele era um homem temente a Deus.

A culpa dos irmãos de José (Gênesis 42:21-24)

Naquele contexto os irmãos de José se sentiram culpados. Eles conectaram aquela situação que estavam enfrentando a uma possível punição da justiça de Deus pelo que eles tinham feito com José, e admitiram ser culpados (Gênesis 42:21). Rúben até falou aos demais que ele havia lhes alertado para não pecarem contra José, mas na época ninguém lhe escutou (Gênesis 42:22).

José presenciou a discussão e escutou todas aquelas palavras. Mas seus irmãos não sabiam que ele podia lhes entender. Diante da confissão de culpa de seus irmãos, José se retirou de diante deles e chorou. Obviamente José havia percebido que a atitude de seus irmãos tinha mudado e que agora era possível uma reconciliação entre eles (Gênesis 42:24). Depois, José retornou diante deles e tomou Simeão como prisioneiro.

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Os irmãos de José voltam do Egito (Gênesis 42:25-38)

Na sequência, José ordenou aos seus servos que abastecessem de cereal os seus irmãos e que fosse restituído secretamente dentro dos sacos de cereal o valor pago por eles. Assim, os irmãos de José partiram carregados de cereal e com comida para suprir-lhes durante o caminho (Gênesis 42:25).

Quando um deles abriu um dos sacos de cereal para alimentar o seu jumento na estalagem, descobriu o dinheiro que estava escondido entre o cereal. Então os irmãos de José perceberam que o dinheiro pago pelo cereal havia sido devolvido. A Bíblia diz que eles ficaram atemorizados e com seus corações desfalecidos. Eles reconheceram que Deus estava trabalhando por trás de toda aquela situação estranha, embora eles não entendessem como (Gênesis 42:28).

Chegando a Canaã, os irmãos de José contaram a Jacó tudo o que havia lhes acontecido no Egito. Eles explicaram a Jacó que Simeão havia ficado preso e que precisavam levar Benjamim ao Egito para provarem que eram homens honestos e poderem negociar no Egito. Em Canaã eles também descobriram que o restante do dinheiro pago pelo cereal também estava escondido nos outros sacos (Gênesis 42:29-35).

Jacó, porém, num primeiro momento não aceitou aquela situação. Ele relembrou que já havia perdido José, lamentou que Simeão estava preso em outra terra, e temeu que estivesse perto de perder Benjamim (Gênesis 42:36).

Gênesis 42 termina registrando a proposta tola de Rúben a Jacó. Rúben propôs que Jacó matasse seus dois filhos – netos de Jacó – caso ele não trouxesse Benjamim de volta do Egito. Contudo, Jacó continuou se mostrando irredutível com toda aquela situação.

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