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A História de Moisés: Quem Foi Moisés na Bíblia?

Moisés foi o homem escolhido por Deus para liderar o povo de Israel em sua libertação da escravidão no Egito. A história de Moisés na Bíblia está registrada entre os livros de Êxodo e Deuteronômio.

Moisés é considerado o principal personagem bíblico do Antigo Testamento. Ele foi o legislador por meio do qual Deus constituiu os hebreus como nação, e os conduziu até os limites da Terra Prometida. Moisés é considerado o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia.

Quem foi Moisés na Bíblia?

Moisés era descendente da tribo de Levi, do clã de Coate. Alguns estudiosos defendem que ele era filho de Joquebede e Anrão, enquanto outros sugerem que ele foi apenas um descendente desse casal, ou seja, um filho da casa de Anrão. De qualquer forma, o nome dos pais de Moisés não aparece no texto bíblico que descreve a história de seu nascimento e infância (Êxodo 2; cf. 6:20; Números 26:59).

O significado do nome “Moisés” é incerto, pois não se sabe com exatidão sua origem. Alguns acreditam que esse nome seja de origem semita, no hebraico Mosheh, que significa “tirado para fora” (cf. Êxodo 2:10). Outros entendem que esse nome seja de origem egípcia, talvez derivado de Mose, que significa “é nascido”.

Toda essa discussão acontece porque também não se sabe ao certo quem deu esse nome ao menino. Provavelmente foi a princesa egípcia quem lhe deu o nome de Moisés, mas existe alguma possibilidade de sua própria mãe que serviu como sua ama ter lhe dado esse nome (Êxodo 2:10).

O nascimento e a vida de Moisés no Egito

A história do nascimento de Moisés é bastante conhecida. Quando Moisés nasceu no Egito, havia uma ordem de Faraó de que todo menino hebreu fosse lançado no rio. Todavia, seus pais desafiaram esse decreto e esconderam o menino, e mais tarde o colocaram no rio dentro de um cesto de junco vedado com piche (Êxodo 2:3).

Quando a filha de Faraó foi ao rio se banhar, viu o cesto que flutuava e se afeiçoou ao menino. A irmã de Moisés que vigiava o cesto, muito provavelmente Miriã, viu quando a princesa o pegou, e rapidamente se ofereceu para arrumar alguém que pudesse criá-lo como ama. Nesse caso, a mulher escolhida foi sua própria mãe biológica. Saiba mais sobre quem foi Miriã.

Quando o menino alcançou certa idade, ele foi levado à filha de Faraó, e passou a viver na corte egípcia. Não se sabe muita coisa sobre como foi a vida de Moisés no Egito, apenas que ele foi “instruído em toda a ciência dos egípcios” (Atos 7:22).

Quando já era um homem adulto, Moisés demonstrou se importar com seu povo de origem, e ao defender um hebreu que estava sendo espancado, acabou matando o agressor egípcio. Ele pensou que ninguém havia visto o que ele fez, mas no outro dia, ao tentar intervir na discussão entre dois hebreus, um deles lhe acusou de assassinato (Êxodo 2:11-14).

Moisés foge para Midiã e se casa

Quando Faraó soube o que Moisés havia feito, procurou matá-lo, mas Moisés fugiu em direção ao deserto do Sinai, e se estabeleceu em Midiã. Foi em Midiã que Moisés ajudou e protegeu as filhas de Reueu, também chamado de Jetro.

Moisés acabou se casando com uma das filhas desse homem, Zípora, e com ela teve dois filhos: Gérson e Eliezer (Êxodo 2:22; 18:4). Ele também passou a cuidar do rebanho de seu sogro nas proximidades de Horebe na península do Sinai. Saiba mais sobre o Monte Horebe.

Deus convoca Moisés

Foi enquanto estava sendo pastor de ovelhas que Deus se revelou a Moisés e o convocou para liderar o povo de Israel em sua libertação do Egito. Moisés estava cuidando do rebanho no deserto quando viu uma sarça ardente. Entenda o significado da sarça ardente.

Através daquele evento miraculoso Moisés conheceu o Deus santo e vivo. Moisés mostrou-se um tanto quanto relutante a retornar ao Egito, mas recebeu de Deus a garantia de sua presença como sinal de que ele havia sido enviado pelo Todo-Poderoso, cujo nome é: “Eu sou o que Sou” (Êxodo 3:13-15). Saiba quais são os nomes de Deus.

Moisés também alegou não ser eloquente para falar, e Deus permitiu que Arão, seu irmão, servisse como seu porta-voz, declarando a mensagem dada pelo Senhor a ele (Êxodo 4:14-16).

Moisés volta ao Egito

Depois de ter passado quarenta anos cuidando de ovelhas no deserto, Moisés, já com oitenta anos de idade, retornou ao Egito para confrontar Faraó e pedir a liberação do povo hebreu para sair do Egito. Faraó se opôs ao pedido de Moisés e desprezou o Deus de Israel.

Tudo aconteceu conforme o plano soberano de Deus. Muitos anos antes, o Senhor havia prometido ao patriarca Abraão que julgaria a nação que haveria dominar e oprimir o seu povo (Gênesis 15:13,14).

Deus então demonstrou, através de Moisés e Arão, sinais de seu poder tanto aos egípcios quando os hebreus, e enviou uma série de dez pragas que significavam o juízo de Deus sendo derramado sobre a nação do Egito, seu rei e seus deuses. Saiba quais foram as dez pragas enviadas ao Egito.

Moisés lidera o povo de Israel

Após o envio das consecutivas pragas que apontavam para o poder do Deus de Israel, Faraó deixou que o povo de Israel saísse do Egito. No entanto, antes da última praga que consistiu na morte dos primogênitos do Egito, Deus deu instruções a Moisés para instituir a celebração da Páscoa (Êxodo 12:27).

Após a saída do povo de Israel do Egito, Faraó ainda tentou persegui-lo, provavelmente acreditando que os israelitas ficariam encurralados pelo mar. No entanto, Deus abriu as águas do Mar Vermelho para o povo de Israel passar, e depois as fechou sobre o exército de Faraó.

Depois disso, o povo partiu em direção ao Sinai, sendo alimentado pelo maná que Deus enviava do céu. Foi ali no Sinai que Moisés recebeu de Deus a Lei (Êxodo 20-23). Moisés ficou durante quarenta dias e quarenta noites no Monte Sinai a fim de receber as tábuas de pedra contendo os dez mandamentos (Êxodo 24:12-18).

Deus também instruiu Moisés sobre como proceder na fabricação de um santuário móvel que servia de local apropriado para a adoração a Deus, e também com relação à instituição do sacerdócio na casa de Arão (Êxodo 25-32).

Em decorrência da incredulidade e rebeldia dos israelitas, a peregrinação pelo deserto se estendeu por quarenta anos, até que a primeira geração que havia saído do Egito morresse (Números 14:20-35).

A morte de Moisés

Durante sua liderança sob o povo de Israel, Moisés enfrentou várias oposições daquele povo ingrato que questionava sua autoridade (Números 16). Moisés conduziu o povo até às fronteiras da Terra Prometida, e inclusive enviou espias para investigar a terra.

No entanto, Moisés não foi autorizado a entrar nela, por ter, juntamente com seu irmão Arão, pecado contra Deus no episódio em que feriram uma rocha. Deus lhe havia ordenado que ele falasse com rocha para que ela desse água ao povo de Israel, mas Moisés falou com ira, agiu com arrogância tomando para si o lugar e a honra de Deus e ainda agiu com violência batendo na rocha (Êxodo 20:9-11).

Depois, Moisés orou a Deus e lamentou profundamente o castigo de não poder entrar na Terra Prometida (Deuteronômio 3:24-27). Na véspera do fim de seu ministério e de sua própria vida, Moisés arrumou sua casa e se despediu do povo de Israel. Josué ficou como seu sucessor diante do povo, e entrou com Israel em Canaã.

Na ocasião de sua morte, Moisés subiu no Monte Nebo e pôde contemplar de longe a terra que o Senhor havia preparado ao povo de Israel. Com 120 anos, Moisés morreu e foi sepultado pelo Senhor no vale da terra de Moabe, mas o lugar de sua sepultura não foi conhecido (Deuteronômio 34).

A importância de Moisés na História

Enquanto esteve liderando o povo de Israel durante quarenta anos no deserto, Moisés escreveu suas obras literárias. Ele foi o principal autor do Pentateuco, a Torá, ou seja, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Além de ter escrito os livros da Lei, Moisés também escreveu pelo menos um dos salmos, o Salmo 90.

Por ter sido um dos homens escolhidos por Deus para escrever as Escrituras, Moisés também foi um profeta que revelou e registrou as palavras de Deus ao povo sob a direção do Espírito Santo.

O escritor de Hebreus destaca a fé de Moisés ao rejeitar ser chamado de filho da filha de Faraó (Hebreus 11:24), e também estabelece uma comparação entre Moisés e Cristo, mostrando que Moisés foi uma figura de Cristo como mediador da Antiga Aliança que apontava diretamente para o próprio Cristo no qual encontra seu perfeito cumprimento (Hebreus 3).

Moisés foi um homem de caráter e fiel a Deus, preocupado com a honra do nome do Senhor (cf. Números 14:13), e que ocupou uma posição muito elevada no plano Divino do Antigo Testamento.

A fama de Moisés como o grande homem escolhido por Deus se estendeu desde os tempos de Josué até os tempos do Novo Testamento (Josué 8:31; 1 Reis 2:3; 2 Reis 14:6; Esdras 6:18; Marcos 12:26; Lucas 2:22; João 7:23; 2 Coríntios 3:15).

Também quando se fala sobre a história de Moisés, sempre deve ser lembrado que ele, como legislador, juntamente com Elias, o grande profeta de Israel, apareceram ao lado do Senhor Jesus no episódio da transfiguração, falando da morte iminente de Jesus e apontando para o fato de que a Lei e os Profetas testificaram de Cristo.

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