O Calendário Judaico nos Tempos Bíblicos

Principalmente no Pentateuco, temos claras referências ao calendário judaico. No livro do Êxodo, por exemplo, vemos que a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos foram instituídas no primeiro mês, também chamado de “Abibe” (Êxodo 12:1-20; 3:4; 23:15). Outra referência a esse mesmo período está no livro de Deuteronômio:

Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao SENHOR teu Deus; porque no mês de Abibe o SENHOR teu Deus te tirou do Egito, de noite.
(Deuteronômio 16:1)

Passagens bíblicas como estas acabam gerando algumas dúvidas e curiosidades em muitos cristãos sobre como funcionava o calendário judaico. Para esclarecer um pouco dessas dúvidas, vejamos nesse texto os pontos principais para entendermos o calendário judaico.

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A divisão do Calendário Judaico

Primeiramente é importante saber que os judeus usavam dois tipos de calendários:

  1. Calendário Civil: era o calendário oficial de reis, nascimentos e contratos;
  2. Calendário Sagrado: calendário utilizado para computar as festas.

Os meses do Calendário Judaico alternavam-se entre 29 e 30 dias. Isso resultava em um ano mais curto que o nosso, no caso com 354 dias. A cada três anos aproximadamente, um mês extra de 29 dias, o mês chamado Veadar, era acrescentado entre Adar e Nisã.

Vejamos a distribuição dos meses no quadro abaixo:

Nomes de Meses Número de Dias Equivalência Mês do Ano Civil Mês do Ano Sagrado
Etanim 30 Setembro\Outubro
Bul 29 ou 30 Outubro\Novembro
Quisleu 29 ou 30 Novembro\Dezembro
Tabete 29 Dezembro\Janeiro 10º
Sebate 30 Janeiro\Fevereiro 11º
Adar 29 ou 30 Fevereiro\Março 12º
Abibe* 30 Março\Abril
Zive 29 Abril\Maio
Sivã 30 Maio\Junho
Tamuz 29 Junho\Julho 10º
Abe 30 Julho\Agosto 11º
Elul 29 Agosto\Setembro 12º

*O nome babilônico do primeiro mês do ano era Nisã, e os nomes babilônicos dos meses aparecem nos livros do Antigo Testamento nos períodos exílico e pós-exílico (ex.: Ester 3:7). O mesmo ocorre principalmente com os meses Zive (pós-exílio Iyar), Etanim (pós-exílio Tishrei) e Bul (pós-exílio Heshvan), onde são citados seus correspondentes correspondentes babilônicos.

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