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O Que é Dracma? Qual Era o Seu Valor?

Dracma é uma moeda grega mencionada na Bíblia na narrativa do Novo Testamento. A maioria das pessoas tem curiosidade acerca do que é a dracma e qual o seu significado, especialmente devido a sua menção por Jesus na Parábola da Dracma Perdida.

O que é uma dracma?

A dracma, do grego dracme, era uma moeda amplamente utilizada durante o período helenístico, isto é, o período após a morte de Alexandre o Grande até a anexação de toda a península grega e suas ilhas ao Império Romano.

Mesmo depois do domínio romano, a dracma não saiu de circulação, e continuou sendo muito utilizada, principalmente na região da Ásia Menor. É por isso que a dracma é citada no Novo Testamento.

A dracma no Novo Testamento no tempo de Jesus

As moedas utilizadas na Palestina no período do Novo Testamento basicamente vinham de três fontes, sendo elas: a moeda oficial do Império Romano; as moedas de origem gregas cunhadas em Tiro e Antioquia; a moeda local dos judeus.

Além dessas moedas básicas, outras moedas também poderiam ser utilizadas, já que os governadores das províncias tinham autonomia para fabricarem suas próprias moedas. Com isso, era comum que houvesse pessoas que se ocupassem da atividade de câmbio, especialmente no período das grandes festividades religiosas que ocorriam em Jerusalém, como por exemplo, a Páscoa.

Tais moedas eram cunhadas nos seguintes metais: ouro, prata, cobre, bronze ou latão. No caso da dracma, seu metal era a prata. Justamente por esse motivo, em algumas versões em português a dracma aparece traduzida como “moeda de prata”, apesar desse termo também ser uma designação comum para o sentido de “dinheiro”, não sendo necessariamente a dracma a moeda em questão.

Na verdade, no tempo de Jesus as moedas de prata mais utilizadas eram a dracma e o denário romano. Ambas possuíam peso e valor similar, e, por isso, em algumas ocasiões é até difícil determinar com exatidão se o autor de um dado texto tinha em mente ao escrevê-lo a dracma grega ou o denário romano.

A dracma é mencionada no Novo Testamento exclusivamente no texto de Lucas, no registro da Parábola da Dracma Perdida (Lc 15:8-10), e de certa forma nos ajuda a entender a importância da dracma na vida das pessoas comuns da época.

Alguns estudiosos apontam para o fato de que não era raro naquela época algumas mulheres usarem dracmas como enfeites, num tipo de colar. Com isso, sugerem que esse talvez tivesse sido o caso da mulher da parábola, ou talvez, que as dez dracmas que ela possuía era, na verdade, toda sua economia.

O valor de uma dracma

Geralmente a dracma equivalia ao salário diário de um trabalhador comum. Anos atrás, estudiosos chegaram a uma cotação de que uma dracma equivaleria a 16 centavos de dólar. Para saber o valor em real, basta multiplicar 0,16 pela cotação do dólar no dia.

No entanto, esse valor não deve ser entendido como sendo parâmetro para o poder aquisitivo da dracma naquela época. Como foi dito, a dracma era o salário básico pago por um dia trabalhado. Para se ter uma ideia, em aproximadamente 300 a.C. uma ovelha custava uma dracma, e um boi custava em torno de cinco dracmas.

Pagamentos com dracmas

Para facilitar as transações comerciais envolvendo a dracma, existiam moedas que combinavam o valor de várias dracmas, como por exemplo, a didracma e a tetracma, também chamada de stater.

A didracma era uma moeda de prata que equivalia a duas dracmas, e geralmente era utilizada pelos judeus para pagar o imposto anual para o Templo (cf. Mt 17:24). Já a tetracma, ou stater de prata, equivalia a duas didracmas ou a quatro dracmas.

Possivelmente o stater de prata era uma moeda mais comum que a didracma, o que fazia com que aparentemente os judeus se organizassem em duplas para pagar o tributo no Templo, já que tal moeda cobria o valor devido por duas pessoas.

Foi a tetracma que Simão Pedro encontrou dentro de um peixe pescado por ordem do Senhor Jesus, a fim de pagar sua parte e a do próprio Senhor em relação ao imposto devido das duas dracmas (Mt 17:27).

Muitos estudiosos defendem que possivelmente as trinta moedas de prata recebidas por Judas Iscariotes como pagamento para entregar Jesus tenha sido tetracmas, embora o texto original não indique nenhuma moeda em particular, aparecendo apenas o termo grego argyrion, que significa “prata”, “dinheiro” ou “moeda de prata”.

A dracma no Antigo Testamento

Algumas versões em português traduzem o nome de uma moeda de ouro persa, darico, como dracma. Essa moeda pesava aproximadamente 8,4 gramas e aparece pela primeira vez em 1 Crônicas 29:7.

Nessa passagem, onde são relatados acontecimentos do reinado do rei Davi, o autor parece mencioná-la como um tipo de valor equivalente em seu tempo, visto que aparentemente os judeus apenas tiveram contato com essa moeda durante e após o período de Exílio na Babilônia. Referências ao darico de ouro aparecem nos tempos de Esdras e Neemias (Ed 2:69; Ne 7:70-72). Saiba mais sobre os pesos e medidas citados na Bíblia.

É possível que seu nome, darico, seja derivado do nome do rei Dario da Pérsia (552-486 a.C.). Alguns estudiosos estimam seu valor atual em aproximadamente cinco dólares. Apesar de ser chamada de dracma, essa moeda não deve ser confundida com a dracma dos tempos de Jesus mencionada no Novo Testamento.

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