Perseverança e Fé em Tempos de Apostasia

Perseverança e fé em tempos de apostasia é um tema sobre o qual o autor de Hebreus falou bastante, sobretudo no capítulo 6 de sua epístola. Nesse capítulo o escritor neotestamentário faz uma grande exortação sobre o progresso na fé. Ele também fala sobre os perigos espirituais em oposição às coisas superiores pertencentes à salvação. Ele conclui essa seção de sua exposição mostrando a imutabilidade da promessa de Deus aos seus escolhidos.

Perseverança e fé

Repetidamente em sua epístola o autor de Hebreus exorta os seus leitores sobre a perseverança e fé em tempos de apostasia. Ele conclama os destinatários de sua carta a uma resposta ativa e corajosa (Hebreus 4:11,14,1; 6:1; 10:19-25).

Inclusive ele demonstra que a exortação sobre a perseverança na fé da Nova Aliança tem origem no fato de que as Escrituras afirmam o caráter temporário e imperfeito da aliança no Sinai. A Antiga Aliança com seu antigo sistema sacrifical simplesmente apontava para a Nova Aliança, onde Cristo se ofereceu como sacrifício perfeito e definitivo de seu povo.

Diante dessa realidade o autor bíblico, exaustivamente, aponta para superioridade de Cristo e de sua Nova Aliança. Portanto, se agora a revelação é maior e assim a graça e a glória também se manifestam de forma superior, obviamente a responsabilidade final que chegou com a Nova Aliança também é maior.

Por esse motivo se faz tão necessária a exortação à maturidade e espiritual. Ele encoraja os seus leitores a não cederem à incredulidade, mas perseverarem na fé em Jesus Cristo.

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Perseverança e fé na busca pela maturidade espiritual

O autor de Hebreus inicia o capítulo 6 de sua carta fazendo um convite.  Em vez de retomar novamente o ensino sobre as verdades elementares da Palavra de Deus (cf. Hebreus 5:12), ele convida seus leitores a ir além dessas verdades. O autor incentiva os seus destinatários a seguirem por um caminho de aprofundamento no entendimento da fé (Hebreus 6:1).

Seus leitores não eram ignorantes a respeito dos princípios elementares da fé cristã, mas eles deveriam rever esses princípios para que estivessem prontos para receber instrução superior.  Com tudo isso, o escritor está falando sobre a necessidade de o crente buscar a maturidade espiritual. Então ele faz um esboço pontual acerca desses princípios elementares da fé crista (Hebreus 6:2) e se coloca ao lado de seus leitores na busca pela maturidade espiritual.

Contudo, ele acrescenta que sem a ajuda divina, não é possível um aprofundamento nas verdades da Palavra de Deus. Tanto para a tarefa de ensinar quanto de aprender, é necessário que Deus abra o coração das pessoas para que elas compreendam e recebam as instruções de sua Palavra. Por isso a declaração do autor: “Isso faremos, se Deus permitir” (Hebreus 6:3).

Perseverança e fé em tempos de apostasia

Hebreus 6:4-6 constitui uma seção difícil de interpretar. Esses versículos introduzem a primeira das duas sérias advertências contra a apostasia (Hebreus 6:4-8; 10:26-29). Por causa dessa dificuldade muitas pessoas trazem debates que muitas vezes são estranhos ao texto. Definitivamente não creio que esse texto deva ser um campo de batalha entre calvinistas e arminianos. Se for levado sob esse aspecto, todas as interpretações já sugeridas possuem as suas dificuldades.

Aqui não iremos detalhar essa questão, faremos isto em outro texto expondo as principais interpretações sobre o assunto. Por hora iremos nos concentrar simplesmente no foco principal do autor ao escrever essas palavras.

Embora ele estivesse convencido de que a salvação é uma obra perfeita realizada por Cristo (Hebreus 7:25; 10:13), aqueles que recebem as verdades do Evangelho com fé genuína devem provar a sinceridade e integridade de sua fé pela perseverança. Saiba o que é a fé verdadeira.

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Perseverança e fé no sustendo da graça

Essa perseverança não está fundamentada na mera compreensão e no convencimento intelectual acerca de Cristo. Muitos estão convencidos do caminho da verdade, mas deliberadamente o rejeitam. Essa perseverança também não está firmada na própria capacidade humana em perseverar, ou mesmo nas boas obras que eventualmente alguém possa construir.

A garantia dessa perseverança está na verdade de que as promessas de Deus são imutáveis, e por isso há para o crente genuíno “coisas melhores pertencentes à salvação”. Tudo isso leva o redimido a uma esperança inabalável de que Deus cumprirá suas promessas de salvação, e como âncora da alma, essa esperança o mantém seguro durante os momentos de tribulação e confusão (Hebreus 6:9-20).

Não há outro resultado aceitável para o verdadeiro cristão que não seja perseverança e fé em tempos de apostasia. É por isso que o apóstolo Paulo firmemente declara que os crentes devem esperar a manifestação do Senhor Jesus com a certeza de que o Deus que iniciou a obra da graça em suas vidas é o mesmo que “vos confirmará também até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 1:8; cf. Hebreus 13:20,21).

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