Qual é o Poder da Palavra de Deus?

O poder da Palavra de Deus é extraordinário. Através dela Deus revela-se a si mesmo a nós e nos instrui em tudo o que é necessário para que possamos viver de acordo com a Sua santa vontade. Então é por meio da Palavra de Deus que obtemos conhecimento do próprio Deus de modo a sabermos quem Ele é, o que Ele faz e qual é a Sua vontade e propósito. Além disso, é através da Palavra de Deus escrita que conhecemos a Palavra Encarnada: Jesus Cristo, o Filho de Deus (João 1).

O escritor de Hebreus escreve sobre o poder da Palavra de Deus dizendo: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4:12).

Ao aconselhar Timóteo, o apóstolo Paulo também fala do poder da Palavra de Deus na Escritura ao dizer que ela é capaz de “torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15).

A autoridade, a clareza e o poder da Palavra de Deus

Falar do poder da Palavra de Deus é falar da autoridade das Escrituras. É través da Bíblia que hoje podemos ouvir com clareza a voz de Deus. Por isso dizemos que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. Conforme escreve o apóstolo Paulo, “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 2:16,17).

Então perceba que o apóstolo diz que a Palavra de Deus tem poder para regular a vida do cristão em todos os sentidos. Ela é poderosa para ensinar, para repreender, para corrigir e para instruir na justiça. É pelo poder da Palavra de Deus que o cristão torna-se apto e plenamente preparado para toda boa obra.

O salmista também fala da autoridade da Palavra de Deus como sendo poderosa para ensiná-lo e instruí-lo em todas as coisas, e preservá-lo nas ordenanças do Senhor. Por isso ele declara: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! […] Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca” (Salmo 119:97-103).

Além de a Palavra de Deus ser poderosa e autoritativa, ela também é clara. Embora haja passagens difíceis de entender na Bíblia, sua mensagem central possui uma clareza extraordinária, de modo que qualquer pessoa, independentemente de seu nível acadêmico, é capaz de compreendê-la. Por esse motivo lemos no livro de Salmos que “os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes” (Salmo 19:7). Em outra parte ainda lemos: “A explicação das tuas palavras ilumina e dá discernimento aos símplices” (Salmo 1119:130).

Portanto, a poderosa Palavra de Deus de Deus é inteligível. Conforme Wayne Grudem explica, a Bíblia foi escrita de tal modo que todas as coisas necessárias para a nossa salvação, nossa vida cristã e nosso crescimento são muito claramente demonstrada na Escritura. Portanto, todos os ensinos da Bíblia são passíveis de ser entendidos por todos que a leem procurando pela ajuda de Deus e que estão desejosos de recebê-la (Manual de Teologia Sistemática).

A extensão da autoridade e do poder da Palavra de Deus

A autoridade e o poder da Palavra de Deus se estendem por todo seu conteúdo. É importante entender esse ponto porque algumas pessoas pensam que ao falar da Bíblia como regra de fé e prática, isso significa que ela não tem autoridade em outros assuntos.

É verdade que o objetivo da Bíblia não é ser um compêndio científico ou uma enciclopédia de história. Por isso ela não descreve os eventos com linguagem técnica, mas fenomenológica. Isso, no entanto, não anula a veracidade, a autoridade e o poder da Palavra de Deus conforme registrada em toda Escritura.

Algumas pessoas também alegam que na Bíblia há passagens que parecem não possuir a autoridade divina. O texto de 1 Coríntios 7:12 geralmente é citado nesse sentido. Nele, o apóstolo Paulo diz: “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor”.

Porém, o próprio contexto dessa passagem revela que esse não é o caso. Na verdade nos versículos anteriores o apóstolo cita diretamente as palavras do Senhor Jesus Cristo: “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor” (1 Coríntios 7:10,11).

Então ao dizer no versículo seguinte: “digo eu, não o Senhor”, Paulo simplesmente está dando instruções acerca de uma situação acerca da qual Jesus não tratou especificamente durante o seu ministério terreno.

Contudo, essa instrução foi inspirada e por isso possui autoridade divina e é digna de confiança (cf. 1 Coríntios 7:25; 14:37; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Pedro 3:15,16). Por esse motivo ela é colocada ao lado das palavras de Jesus. Portanto, não existe uma parte da Escritura que possui mais ou menos autoridade que outra. Toda a Bíblia é a Palavra de Deus poderosa, inspirada, infalível, inerrante e autoritativa.

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A suficiência da poderosa Palavra de Deus

Algumas pessoas dizem crer no poder da Palavra de Deus, mas rejeitam a autoridade e a suficiência da Bíblia. Outros não chegam a rejeitar a autoridade da Bíblia, mas aceitam outras fontes como autoridades equiparáveis a ela. Isso obviamente é um grande erro! A própria Bíblia é a Palavra de Deus e não há nenhuma outra fonte que nos permita conhecer a Deus de forma especial além dela.

Na Carta aos Hebreus lemos que antigamente Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras através dos profetas, “mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (Hebreus 1:2). O Filho é o “resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentado todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:3).

Aqui alguém pode perguntar: Mas como Deus fala através do Filho hoje? A resposta não pode ser outra se não através da Bíblia. Na mesma Epístola aos Hebreus isso fica muito claro, pois o escritor bíblico cita exaustivamente as Escrituras do Antigo Testamento para falar da divindade, autoridade e superioridade de Cristo.

Em outras palavras, ele basicamente ensina que se hoje alguém quiser ouvir a voz de Deus através do Filho, então deve recorrer às Escrituras, somente a elas. Isso está de acordo com o que o próprio Cristo afirma sobre si mesmo e sobre o caráter das Escrituras. Ele diz que são as Escrituras que testificam dele (João 5:39).

Então nunca devemos tentar substituir a Palavra de Deus escrita por qualquer outro padrão de autoridade final. Lamentavelmente muitas pessoas buscam ouvir a voz de Deus de outras fontes e procuram novas revelações e direções além da Bíblia. Mas a verdadeira Igreja de Cristo possui apenas uma única bussola para guiá-la. A Bíblia é suficiente, é clara, é infalível, é inerrante e é a autoridade suprema de Deus que nos guia em toda verdade – ou melhor, ela mesma é a verdade absoluta (Salmo 119:160; João 17:17).

Se a Bíblia é a Palavra de Deus, não podemos tentar melhorá-la ou acrescentar nela outras palavras. Tudo o que Deus decidiu que soubéssemos sobre Ele está revelado em Sua Palavra. Definitivamente Ele não se esqueceu de nada! Então seguramente podemos afirmar que a Palavra de Deus é poderosa e suficiente.

Entretanto, são muitos aqueles que, com seus corações endurecidos, ouvem a Palavra de Deus mas nunca entendem, vêem mas nunca enxergam (Mateus 13:13-15; Marcos 8:18). Por isso sabemos que somente aqueles que recebem a iluminação do Espírito Santo é que podem estar convencidos da autoridade e do poder da Palavra de Deus (1 Coríntios 2:14).

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