Quem Foi Anás, o Sumo Sacerdote?

Anás foi um sumo sacerdote cujo nome é mencionado no Novo Testamento. Ele era filho de Sete e foi o sogro de Caifás, o sumo sacerdote responsável pelo julgamento de Jesus.

Anás ocupou o posto de sumo sacerdote por cerca de nove anos. Ele foi nomeado em aproximadamente 6 d.C. por Quirino, e foi deposto em 15 d.C., por Valério Grato. Durante e depois desse período, Anás foi uma figura extremamente influente na Judeia.

O sumo sacerdote Anás na Bíblia

Anás é mencionado na Bíblia quatro vezes (Lucas 3:2; João 18:13,24; Atos 4:6). A primeira delas acontece em um tipo de informação cronológica apresentada por Lucas ao introduzir a narrativa sobre o início do ministério do profeta João Batista (Lucas 3:2).

Essa referência a ele é bastante interessante. Lucas diz que no ano quinze do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos já governava a Judeia, Anás e Caifás eram sumo sacerdotes. Nessa época Herodes Antipas era o tetrarca da Galileia, e Filipe o tetrarca da Itureia. Ambos eram filhos do rei Herodes, o grande.

Porém, esse contexto registrado por Lucas aconteceu em algum momento após o ano de 26 d.C., quando Pilatos assumiu a liderança da Judeia. Mas como já foi dito, Anás foi deposto em 15 d.C., ou seja, ele já não ocupava mais o cargo de sumo sacerdote há pelo menos 11 anos. Além disso, sabemos que havia somente um sumo sacerdote por vez entre os judeus.

Mas essa referência do evangelista Lucas não se trata de uma contradição ou erro histórico. O mesmo Lucas insiste em identificar Anás como sumo sacerdote tempo depois, quando o apóstolo Pedro e o apóstolo João foram presos e levados perante o Sinédrio no princípio da Igreja Primitiva (Atos 4:5).

Lucas menciona Anás como sumo sacerdote, por relatar a situação real da religião judaica do primeiro século. Anás havia sido deposto pelos romanos em 15 d.C., mas os judeus consideravam o sumo sacerdócio um ofício vitalício.

Embora Caifás fosse o sumo sacerdote oficial, Anás ainda era visto pelos judeus como sumo sacerdote legitimo. Ele só não era mais encarregado pelas atividades especiais do Dia da Expiação. A influência de Anás fica evidente diante do fato de que cinco de seus filhos foram sumo sacerdotes, além de seu genro Caifás.

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O envolvimento de Anás no julgamento de Jesus

Quando Jesus foi preso, Ele foi conduzido diante a Anás. O influente Anás conduziu um tipo de audiência preliminar antes do julgamento oficial presidido por Caifás. Esse episódio mostra o poder e o prestígio que Anás ainda desfrutava naquele tempo.

Por isso muitos estudiosos acreditam que na vida prática da religião judaica daqueles dias, talvez sua autoridade superasse a de Caifás, o sumo sacerdote oficial. Seja como for, depois de interrogar Jesus, Anás o enviou a Caifás para que fosse interrogado oficialmente no Sinédrio. O Sinédrio acabou por condenar Jesus sob uma falsa acusação, culminando em sua crucificação. Saiba mais sobre tudo o que aconteceu durante a crucificação de Jesus.

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