Lição 2: A Salvação na Páscoa Judaica

A Salvação na Páscoa Judaica é o tema da lição 2 das Lições Bíblicas CPAD do 4º trimestre de 2017 para a Escola Bíblica Dominical. Nesta lição estudaremos o que como a Páscoa judaica apontava para a salvação em Cristo Jesus.

Texto Áureo para a Lição 2: Êxodo 6:6

Leitura Bíblica em Classe para a Lição 2: Êxodo 12:21-24,29

A Salvação na Páscoa Judaica: Introdução

A Páscoa é uma das festividades judaicas. Na verdade ela é a festa mais antiga e mais importante entre os hebreus. A palavra “Páscoa” vem do hebraico pessach e significa “passar por cima”, fazendo referência ao fato de que o anjo da morte passou por cima das casas dos hebreus na ocasião da décima praga que atingiu os egípcios e matou todos os seus primogênitos. Entenda o verdadeiro significado da Páscoa.

A Salvação na Páscoa Judaica: A Instituição

A Páscoa foi a primeira festa sagrada instituída entre os judeus, sendo celebrada pela primeira vez na véspera da libertação do povo de Israel da escravidão no Egito. Os detalhes sobre a instituição da Páscoa estão registrados no capítulo 12 de Êxodo (vers. 1-3,7-14,29,30).

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Quando a Páscoa foi instituída, o povo de Israel já estava vivendo há aproximadamente quatro séculos no Egito, e especialmente após a morte de José, os israelitas passaram a viver sob grande opressão. Saiba mais sobre a história de José, governador do Egito.

Então, no tempo oportuno, Deus levantou Moisés para liderar o povo de Israel em sua libertação da escravidão e conduzi-lo rumo a uma terra prometida, e enviou dez pragas contra o Egito. Saiba também quais foram as dez pragas contra o Egito.

A décima e última praga constituiu na morte de todos primogênitos do Egito, mas antes que ela ocorresse, Deus deu instruções a Moisés para que houvesse a celebração da Páscoa. Após a libertação do Egito, a Páscoa continuou a ser uma das grandes festividades religiosas de Israel, fazendo parte da Lei Cerimonial do Antigo Testamento.

A Salvação na Páscoa Judaica: Os Elementos

Foram instituídos três elementos simbólicos a serem utilizados na celebração da Páscoa com o intuito de lembrar os hebreus sobre a libertação de seu povo da opressão egípcia. O primeiro, e também o principal, era o cordeiro imolado.

As famílias de Israel deveriam separar do restante do rebanho um cordeiro sem defeito para ser sacrificado, e, depois, sem que nenhum osso fosse quebrado, o animal deveria ser assado para ser comido na refeição pascal acompanhado de ervas amargas e pães asmos. As ervas amargas simbolizavam a amargura da escravidão no Egito, e os pães asmos lembravam a forma com que os hebreus saíram com pressa do Egito.

A Salvação na Páscoa Judaica: O Cordeiro e Seu Sangue

Acredita-se que nos dias do Novo Testamento cerca de 250 mil cordeiros eram sacrificados por ocasião da celebração da Páscoa. Obviamente tal tarefa exigia a participação de centenas de sacerdotes, visto que todos os cordeiros deveriam ser mortos antes do crepúsculo do dia 14 de Nisã (Êxodo 12:6).

A quantidade de sangue que resultava de todos esses milhares de sacrifícios era enorme, de modo que acabava tingindo de vermelho as águas do riacho próximo ao Templo de Jerusalém durante alguns dias, e claramente servia de lembrança com relação ao preço do pecado.

No entanto, todo aquele sangue apenas apontava para o único sangue capaz de realmente prover expiação do pecado: o sangue de Jesus Cristo (Hebreus 10:1-9). Os cordeiros imolados na Páscoa serviam simplesmente para simbolizar o sacrifício perfeito que Deus providenciaria para expiar o pecado de seu povo.

As Escrituras não deixam dúvida de que esse sacrifício perfeito é o próprio Filho de Deus, entregue como resgate em favor dos redimidos para apaziguar a santa ira de Deus que exige o castigo pelo pecado. O profeta Isaías profetizou sobre como o Messias seria levado ao matadouro como um cordeiro (Isaías 53:7). O profeta João Batista, ao olhar para Jesus, não teve dúvida ao declarar: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

A Salvação na Páscoa Judaica: Conclusão

Jesus foi traído, preso e morto durante a celebração da Páscoa em Jerusalém. Assim como o cordeiro pascal sem defeito, no sacrifício de Cristo nenhum de seus ossos foram quebrados, cumprindo-se o que fora profetizado pelo salmista (Salmos 34:20).

No entanto, antes de ser crucificado, Cristo celebrou a última Páscoa com seus discípulos, e instituiu a Ceia do Senhor, indicando que aquela seria a última vez que tal festa judaica deveria ser celebrada, e que, a partir dali, seus seguidores deveriam comer o pão e tomar o vinho em memória dele até o dia de seu retorno. Entenda o significado da Ceia do Senhor.

Portanto, antiga Páscoa Judaica apenas apontava para a obra da redenção, ou seja, a salvação na Páscoa Judaica era apenas um símbolo temporário daquilo que é perfeito e permanente. É por isso que Cristo, o Cordeiro de Deus, é a nossa Páscoa, e celebramos seu sacrifício todas as vezes que comemos do pão e tomamos do cálice em sua memória.

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