O Que é Um Sinal na Bíblia?

Um sinal na Bíblia pode ter diferentes significados. De forma geral, um sinal pode significar uma marca distintiva, um símbolo, um aviso, um milagre, um prodígio ou a revelação de uma obra poderosa e sobrenatural da parte de Deus. O contexto de cada passagem irá indicar qual deve ser o melhor significado da palavra sinal.

Na Bíblia, a palavra “sinal” traduz termos originais do hebraico e do grego. No Antigo Testamento as principais palavras hebraicas traduzidas como “sinal” são: ‘oth, que significa literalmente “prova” ou “sinal”, mas em algumas passagens também é traduzida como “símbolo” e “insígnia”; e mopheth, que significa “milagre”, “sinal” ou “presságio”. Já no Novo Testamento, a principal palavra grega traduzida como “sinal” é semeion, que significa “sinal”, “marca” ou “aviso”.

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Tipos de sinais na Bíblia

De fato a palavra “sinal” tem várias nuances no texto bíblico. Então podemos falar em diferentes tipos de sinais que nos ajudam a entender um pouco melhor os aspectos distintos do uso desse termo.

Em primeiro lugar, há aqueles sinais na Bíblia que possuem um caráter objetivo. Esses sinais deveriam servir como referências ou símbolos memoriais. Vamos a um exemplo. Quando o povo de Israel atravessou o Rio Jordão, Deus instrui Josué a tirar doze pedras do Jordão, uma para cada tribo. Essas pedras serviriam como sinal para as gerações futuras de que as águas do Jordão foram milagrosamente separadas diante da Arca da Aliança do Senhor (Josué 4:1-7).

Então esse tipo de sinal também podia servir como evidência tangível ou testemunho de determinado acontecimento. Nesse sentido, também podemos falar da vara de Arão que floresceu e foi um sinal da aprovação do sacerdócio araônico (Número 17:10). Sinais memoriais também podiam envolver fenômenos naturais. O arco-íris, símbolo da Aliança de Deus com Noé, é um exemplo claro disso (Gênesis 9:12-17).

Mas sem dúvida o sinal memorial com ênfase religiosa mais notável do Antigo Testamento é a circuncisão. Essa prática em Israel era o sinal da Aliança entre Deus e Abraão e sua descendência (Gênesis 17:11).

Em segundo lugar, os milagres ou acontecimentos extraordinários que serviram como testemunho da presença de Deus no meio do seu povo, também eram sinais. Como exemplo desse tipo de sinal na Bíblia, podemos citar as coisas que Deus fez para a libertação dos israelitas do Egito (Deuteronômio 7:18,19). Então as dez pragas no Egito; a divisão do Mar Vermelho; o envio do maná, e tantos outros milagres, serviram como sinais da manifestação do poder do Senhor.

Em terceiro lugar, as profecias que os profetas de Deus proclamaram e registraram nas Escrituras, também são sinais. Algumas tiveram uma aplicação imediata e estrita; como por exemplo, a profecia contra os filhos do sacerdote Eli (1 Samuel 2:34). Outras tiveram uma aplicação mais ampla relacionada à história da nação de Israel, falando de bênçãos, castigos etc.

Mas nesse sentido, obviamente destacam-se aquelas profecias que, apesar de muitas vezes terem uma aplicação primária no contexto histórico em que foram anunciadas, seu cumprimento pleno e final apontava como um sinal da vinda do Messias.

Um exemplo disso é a profecia sobre o sinal da virgem que daria à luz um filho (Isaías 7:11-14). Conforme o Novo Testamento interpreta essa profecia, esse foi um sinal que se cumpriu plenamente em Cristo (Mateus 1:22,23).

Na verdade os profetas veterotestamentários profetizaram sobre vários sinais que acompanhariam a vinda de Cristo e confirmariam seu ministério. Além disso, a Bíblia também fala sobre como muitos sinais estariam diretamente conectados a aproximação do fim dos tempos e a ocasião da segunda vinda de Cristo (cf. Mateus 24-25; Atos 2:19,20). Saiba também o que a Bíblia diz sobre pedir um sinal de confirmação a Deus.

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