Templo de Zorobabel: Como Foi a Construção do Segundo Templo?

O templo de Zorobabel foi o segundo templo construído em Jerusalém após o cativeiro babilônico. A construção do templo de Zorobabel não foi fácil e precisou lidar com muitas dificuldades. Inclusive, a obra começou, mas logo depois parou por causa da grande oposição. Porém, em Esdras 5 podemos ler sobre como Zorobabel recomeça a construção do templo após cerca de dezesseis anos de paralisação.

No período em que Zorobabel recomeçou a construção do segundo templo, Deus levantou profetas que transmitiram sua mensagem de exortação e encorajamento ao povo e aos seus líderes. Ageu e Zacarias foram esses profetas.

O começo da construção do templo de Zorobabel

O primeiro templo de Jerusalém foi construído pelo rei Salomão. Mas quando Jerusalém foi dominada pelos babilônios, o templo acabou sendo destruído por um oficial do rei Nabucodonosor. Durante o longo período de cativeiro, a ideia de que um dia os judeus poderiam retornar a sua terra natal e reconstruir o templo parecia algo impossível.

Mas Deus é quem governa a história conforme o Seu propósito soberano. Ele estabelece reis e destrona reis (Daniel 2:21). Então conforme o plano do Senhor, a Babilônia caiu perante o rei Ciro em 539 a.C. Ciro foi o governante que Deus usou como instrumento para permitir que o povo da aliança pudesse retornar a Judá e reconstruir o templo de Jerusalém. A Bíblia diz que o Senhor despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, e assim ele permitiu não apenas o retorno dos exilados à sua terra original, mas também os trabalhos de construção do segundo templo (Esdras 1:1-5).

Foi assim que o primeiro grupo de exilados retornou da Babilônia. Com relação à construção do segundo templo, a primeira preocupação dos repatriados foi erguer o altar do holocausto. Dessa forma os sacrifícios puderam ser restabelecidos em Jerusalém (Esdras 3:2). No ano seguinte eles lançaram os fundamentos do templo (Esdras 3:8).

Alguns utensílios que tinham sido tirados do primeiro templo por Nabucodonosor retornaram novamente a Jerusalém com os repatriados que também levaram consigo a autorização do imperador da Pérsia para a construção do segundo templo (Esdras 1:7-11). Os judeus que permaneceram na Babilônia também arrecadaram recursos para a construção do templo de Zorobabel (Esdras 1:6).

Conforme o decreto de Ciro, o templo de Zorobabel devia ser construído com 60 côvados de largura e 60 côvados de altura. O decreto de Ciro também assegurava o fornecimento dos materiais para construção (Esdras 6:4).

A oposição à construção do segundo templo

Mas tão logo a construção do templo de Zorobabel começou a enfrentar problemas. Quando a fundação foi lançada, alguns anciãos perceberam que o segundo templo seria estruturalmente inferior ao primeiro templo (Esdras 3:12). Isso acabou gerando grande desânimo no povo.

Nesse tempo também começaram as investidas de povos vizinhos para obstruir as obras e frustrar a construção do templo de Zorobabel. Os samaritanos foram os maiores opositores nesse sentido. Primeiro eles tentaram oferecer sua ajuda para a construção do segundo templo. Mas quando os judeus, sob a liderança de Zorobabel e Josué, recusaram sua ajuda, os samaritanos revelaram seu verdadeiro propósito que era o de bloquear completamente a reconstrução do templo e, consequentemente, impedir a revitalização da cidade de Jerusalém.

A oposição externa somada ao desânimo interno fez com que a obra de construção do segundo templo fosse completamente parada. Na verdade houve até força armada para garantir que as obras não continuassem (Esdras 4:23). A obra de construção do templo de Zorobabel ficou paralisada até o segundo ano do reinado de Dario, o Grande (Esdras 4:24).

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Zorobabel recomeça a construção do segundo templo

Foi então no segundo ano de Dario que o Senhor levantou Ageu e Zacarias para profetizar em Jerusalém e incitar Zorobabel a recomeçar a construção do segundo templo (Esdras 5:1). Os profetas eram os porta-vozes de Deus ao povo. Através deles o Senhor repreendia, exortava, encorajava e confortava o Seu povo escolhido.

Após ouvir a vontade do Senhor por meio dos profetas, Zorobabel e o sumo sacerdote Josué recomeçaram a construção do segundo templo. Então rapidamente mais uma vez os povos vizinhos se levantaram contra a construção. Eles procuraram investigar com que autorização os judeus estavam construindo o segundo templo, e chegaram a enviar uma carta ao rei Dario cobrando um parecer sobre essa questão. Isso porque os judeus alegavam contar com a autorização que Ciro havia dado.

Dario, ao saber dessas coisas, ordenou que os documentos reais fossem consultados com a finalidade de descobrir se o decreto de Ciro que autorizava a construção do segundo tempo era mesmo verdadeiro. Ao descobrir que tudo estava correto, Dario permitiu aquela obra, garantiu os recursos para sua execução, e ainda ordenou que os adversários dos judeus não interrompessem de forma alguma a construção do segundo templo (Esdras 6:1-12).

Então o segundo templo foi terminado no sexto ano de Dario, isto é, em aproximadamente 516 a.C. (Esdras 6:15). O templo de Zorobabel durou por quase 500 anos – mais tempo que o templo de Salomão. Durante esse tempo o templo de Zorobabel resistiu a muitos conflitos e atos perversos e profanos de governantes estrangeiros, e chegou até a ser transformado num tipo de fortaleza.

Mais tarde, em aproximadamente 20 a.C., o rei Herodes começou uma obra reconstrução do templo de Zorobabel com o discurso de que aquele templo não estava à altura da sua antiga glória.

O significado do templo de Zorobabel

Mas a grande importância do templo de Zorobabel foi o seu significado cristológico. Diferentemente do templo de Salomão, o templo de Zorobabel não abrigou a Arca da Aliança – que acabou sumindo durante o tempo do exílio. Quando o segundo templo foi terminado, embora tenha sido feita uma grande dedicação, não é dito que a glória de Deus encheu o templo como havia ocorrido na dedicação do primeiro templo (Esdras 6:16-18).

Contudo, ainda assim Deus havia prometido que a glória da segunda casa seria maior que a da primeira (Ageu 2:9). Sem dúvida essa foi uma promessa messiânica que encontrou seu cumprimento pleno e final na pessoa de Cristo. O Deus encarnado entrou pelas portas daquele templo reformado sob Herodes; e na ocasião de sua morte no Calvário, foi o véu daquele templo que se rasgou de alto a baixo indicando que agora, pelos méritos de Cristo, os redimidos têm acesso ao Santuário celestial.

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