Como Morreram os Apóstolos de Jesus?

A Bíblia praticamente não fala nada sobre como morreram os apóstolos de Jesus. Na verdade o único apóstolo cuja morte foi registrada na Bíblia é Tiago, filho de Zebedeu. Os únicos registros sobre as mortes dos apóstolos vêm das antigas tradições cristãs.

O problema é que algumas tradições não são realmente confiáveis. Algumas não possuem qualquer evidência, outras são simplesmente lendas dos primeiros séculos do Cristianismo, e outras são tão confusas que acabam misturando os fatos históricos e confundindo os personagens.

Apenas como curiosidade, abaixo vamos conhecer o que as tradições falam sobre como os apóstolos morreram. Além dos doze apóstolos de Jesus, aqui também incluiremos o apóstolo Paulo.

A morte de Tiago, filho de Zebedeu

Como já foi dito, Tiago, filho de Zebedeu, foi o único que teve sua morte registrada na Novo Testamento. Portanto, de todos os registros sobre as mortes dos apóstolos, esse é o único que podemos confiar plenamente.

Tiago, filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João, foi o primeiro dos apóstolos a ser martirizado. A Bíblia diz que Tiago morreu a fio de espada (talvez decapitado) por ordem do rei Herodes Agripa I (Atos 12:2). Provavelmente isso ocorreu em aproximadamente 44 d.C.

A morte do apóstolo Pedro

De todos os relatos das tradições cristãs sobre as mortes dos apóstolos, o que possui mais confiabilidade é o que fala sobre a morte do apóstolo Pedro. Os escritos dos pais da Igreja afirmam que ele foi morto em Roma em aproximadamente 68 d.C., sendo crucificado de cabeça para baixo.

Segundo a tradição, Pedro seria crucificado da maneira convencional, mas se julgou indigno de morrer da mesma forma com que Jesus morreu, então pediu para que o colocassem de cabeça para baixo.

A morte do apóstolo André

Segundo algumas tradições, o apóstolo André, irmão de Pedro, foi morto na Grécia, sendo crucificado em uma cruz diagonal, ou seja, em forma de “X”. Antes de ser crucificado, André teria passado por uma longa seção de tortura, sendo brutalmente açoitado. Por conta dessa tradição, esse formato de cruz ficou conhecido como “cruz de santo André”.

A morte do apóstolo Filipe

Algumas tradições afirmam que Filipe dedicou seu ministério a pregação do Evangelho na Ásia Menor, onde acabou sendo morto na região da Frígia. Os relatos sobre a morte de Filipe são muito confusos, especialmente pela evidente confusão entre ele e o evangelista, diácono da Igreja de Jerusalém, que tinha o mesmo nome.

Algumas tradições dizem que ele morreu crucificado, outras dizem que ele foi apedrejado, outras que foi enforcado e ainda há outras que testificam que ele morreu de causas naturais.

A morte do apóstolo Bartolomeu

Acredita-se que Bartolomeu, também chamado de Natanael, tenha pregado o Evangelho na Ásia Menor. Algumas tradições dizem que ele foi açoitado até a morte, enquanto outras dizem que ele foi esfolado vivo e ainda crucificado.

A morte do apóstolo Tomé

Algumas tradições dizem que Tomé pregou foi missionário nas regiões da Síria e da Índia, onde acabou sendo martirizado, talvez sendo atravessado por uma lança.

A morte do apóstolo Mateus

Existem muitas versões sobre o possível martírio de Mateus, e até há uma tradição que afirma que ele morreu de causas naturais. A versão mais conhecida é da que Mateus foi morto na Etiópia ferido à espada.

A morte de Judas, chamado Tadeu e Simão, o zelote

Também existem muitas especulações e relatos confusos sobre as mortes de Tadeu e de Simão, o zelote. Há uma tradição que afirma que ambos foram mortos por espancamento na mesma ocasião na Mesopotâmia, porém não nenhuma evidência disso. Outras tradições também afirmam que Simão, o zelote, morreu crucificado.

A morte do apóstolo João

João foi o último dos apóstolos do Senhor Jesus a morrer. Segundo a tradição ele foi muito perseguido e torturado, sendo inclusive lançado em um caldeirão de óleo fervente, mas milagrosamente não morreu.

Depois, João foi exilado para a Ilha de Patmos, onde acabou recebendo do Senhor as revelações registradas no livro do Apocalipse. Após a morte do imperador Domiciano, João foi libertado da Ilha de Patmos e foi para Éfeso, onde morreu de causas maturais com idade muito avançada.

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A morte de Tiago, filho de Alfeu

Também chamado de “Tiago, o menor”. Há muita confusão sobre a morte desse Tiago, especialmente porque a tradição católica confunde esse Tiago com o Tiago que escreveu uma das epístolas do Novo Testamento.

A tradição reformada entende que nada se sabe sobre o apóstolo Tiago, filho de Alfeu além do que se diz sobre ele nos Evangelhos, e que o Tiago que escreveu a epístola neotestamentária, é o mesmo que aparece como um dos líderes da Igreja em Jerusalém no livro de Atos e também irmão do Senhor Jesus. Esse Tiago teria sido lançado do pináculo do Templo, e ao sobreviver à queda, teria sido espancado até a morte.

A morte de Judas Iscariotes

Esse foi o primeiro do grupo dos doze apóstolos a morrer, mas diferentemente dos outros, ele não foi martirizado por causa do nome de Jesus, ao contrário, foi ele quem traiu o Senhor. Depois de ter traído Jesus, entregando-o por trinta moedas de prata, ele tentou devolver as moedas aos sacerdotes, mas eles recusaram.

Mateus escreve que depois daquele momento Judas Iscariotes saiu para se enforcar, e o livro de Atos registra o quão desastrosa a terrível foi sua morte, dizendo ele rebentou-se pelo meio, de modo que suas entranhas se derramaram (Mateus 27:4,5; Atos 1:18).

A morte de Matias

Matias foi escolhido para substituir Judas Iscariotes no grupo dos doze apóstolos. Algumas tradições afirmam que ele foi missionário na Etiópia, mas outras testificam que ele ficou na Judeia e acabou sendo morto pelos judeus por apedrejamento.

A morte do apóstolo Paulo

Paulo foi o último dos apóstolos. Ele não pertenceu ao grupo dos Doze, mas foi escolhido pelo próprio Cristo Ressurreto para ser o apóstolo dos gentios. Igualmente a tradição sobre a morte de Pedro, a tradição sobre a morte de Paulo é bastante considerada muito confiável.

Segundo os registros, Paulo morreu decapitado em Roma durante o governo de Nero em 67 d.C. A segunda carta que ele escreveu a Timóteo retrata os momentos finais antes de ser martirizado pela causa do Evangelho.

Muito mais importante e significativo do que saber como morreram os apóstolos, é entender que eles foram verdadeiramente seguidores de Cristo. Muitas vezes o Senhor Jesus falou sobre o preço do discipulado, e eles estiveram dispostos a pagar este preço, abrindo mão de suas próprias vidas pela causa do Evangelho.

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