O Que Aconteceu Entre a Páscoa e o Pentecostes?

Entre a primeira Páscoa e o Pentecostes foi o período em que a história da redenção se desenvolveu com mais intensidade. Nesse período muitas coisas fundamentais da revelação divina tiveram lugar conforme registrada nas Escrituras. As duas festas que foram instituídas no Antigo Testamento apontavam finalmente para Cristo e sua obra.

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Cristo é nossa Páscoa

A Páscoa é a festa judaica mais antiga. Ela foi estabelecida por Deus na ocasião da saída do povo de Israel do Egito (Êxodo 12:1-30). A palavra Páscoa traduz um termo hebraico de etimologia incerta. Saiba mais sobre o significado da Páscoa.

Alguns intérpretes tentam conectá-la a uma raiz que significa “aplacar”, enquanto outros indicam o verbo “passar”. Mas segundo o texto bíblico, o sentido dessa palavra sem dúvida transmite a ideia de “passar por cima”. A palavra deveria trazer à memória do povo hebreu o livramento e a misericórdia de Deus que, em seu juízo, passou por cima de seu povo e atingiu somente os egípcios. Esse significado está claro em Êxodo 12:11,12.

A Páscoa era celebrada com pães asmos, ervas amargas e o cordeiro. Esse cordeiro tinha que ser sem defeito. Além disso, nenhum de seus ossos podia ser quebrado durante o sacrifício. Cada família israelita separava um cordeiro que seria imolado e assado. Na época do Novo Testamento estima-se que mais de 200 mil cordeiros eram sacrificados na época da Páscoa. O sangue de tantos cordeiros acabava tingindo os riachos próximos ao Templo em Jerusalém.

Mas a Páscoa apontava para Cristo! O cordeiro pascal prefigurava o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O sangue de todos aqueles cordeiros de certa forma anunciava o sangue do único Cordeiro capaz de prover a expiação definitiva do pecado (Hebreus 10:1-9).

Tal como o cordeiro imolado durante a festa judaica, nenhum do ossos do Cordeiro de Deus foi quebrado. Além disso, Jesus é o Cordeiro sem defeito no sentido mais pleno da palavra. Tudo isso explica por que o apóstolo Paulo diz que Ele é o Cordeiro pascal dos redimidos (1 Coríntios 5:7).

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O Pentecostes e a expansão do Evangelho

O Pentecostes é apresentado na Bíblia como uma das festas mais importantes do calendário judaico. Essa festa foi instituída para ser celebrada cinquenta dias depois da Páscoa. Daí vem o significado de seu nome que quer dizer “quinquagésimo”. Saiba mais sobre o que é o Pentecostes.

No dia de Pentecostes os judeus não executavam nenhum trabalho, pois era uma data de santa convocação. Nesse dia os judeus cuidavam de se apresentarem a Deus em gratidão pelas farturas que Ele lhes concedia. Por isso eles traziam ao Senhor as primícias de suas colheitas.

Assim como a Páscoa, no Novo Testamento o Pentecostes ganhou um novo significado. Foi no dia de Pentecostes que o Espírito Santo foi derramado sobre os seguidores de Cristo em Jerusalém. Aquele foi um evento singular, pois ali se cumpriram as Escrituras. A promessa de que o Espírito Santo seria derramado sobre toda carne havia chegado (Joel 2:28-32; Atos 2:16-21).

Significativamente, foi durante a semana da Páscoa que ocorreu a crucificação de Jesus; foi também durante o Pentecostes que o Espírito Santo foi derramado. Essas eram as duas festividades que mais reuniam pessoas em Jerusalém, inclusive muitos prosélitos que vinham de outras nações.

De certa forma isso era um indicativo do caráter universal do convite do Evangelho. As boas novas da salvação deveriam ser anunciadas a todas as nações, povos, tribos e línguas. Quando o Espírito Santo foi derramado, os primeiros cristãos que estavam reunidos no cenáculo falaram em outras línguas. Ali foi o ponto de partida para a internacionalização da Igreja.

Entre a última Páscoa e o Pentecostes os discípulos viram o Cristo ressurreto ascender ao Céu. Durante esses poucos dias eles também obedeceram à ordem para permanecerem em Jerusalém, até que chegou o dia quem o Espírito Santo veio sobre eles. Naquele dia um pequeno grupo de cristãos foi capacitado de tal forma que em poucos anos o Evangelho já tinha alcançado quase meio milhão de pessoas, em sua maioria, gentios. O supremo Pastor havia começado a chamar suas ovelhas de outros apriscos e reuni-las em só rebanho (João 10:16).

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