Quantos Anos Tem a Terra? A Bíblia Diz?

Quantos anos tem a terra? Esta é uma pergunta que sempre surge dentro do debate acerca da teoria da evolução e o criacionismo bíblico. A teoria da evolução afirma que a terra aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Já o criacionismo bíblico defende uma terra muito mais jovem, de apenas alguns milhares de anos.

Mas diante da pergunta sobre quantos anos tem a terra, primeiramente precisamos entender que a Bíblia não é um livro científico. Seu propósito nunca foi esse e nunca será! É lamentável quando pessoas procuram ensaios científicos para tentar “melhorar” a credibilidade da Bíblia. As Escrituras certamente não precisam disto. Ao adotarmos esse tipo de comportamento, estamos tentando rebaixar as verdades de Deus ao nível das suposições humanas.

Não é nosso objetivo neste texto entrar em detalhes sobre a ciência moderna e nem sobre suas ramificações e teorias, como é caso do evolucionismo. Precisamos considerar que nem todos os acadêmicos dessa área são ateus. Também não devemos generalizar afirmando que todos os pesquisadores defendem a teoria da evolução. Isto está longe de ser verdade. Existem artigos produzidos pela própria academia científica que abordam de uma forma bem mais completa tais questões.

Evolucionismo, criacionismo e a idade da terra

O que podemos pontuar é que para defender a teoria da evolução também é preciso ter fé, na verdade muita fé! Até mesmo para ser ateu é preciso ter fé, ou seja, é preciso crer que Deus não existe. Da mesma forma que a existência de Deus não pode ser provada em um laboratório, sua inexistência também não pode. Logo, algum tipo de fé é necessário em ambos os casos.

Também é importante falarmos que a ciência, tal como a conhecemos, é muito recente. Ela surgiu principalmente devido ao avanço do próprio cristianismo. Isso aconteceu porque por causa do modelo monoteísta das Escrituras. Sabemos que na antiguidade, o politeísmo panteísta dominava as civilizações. Então quado o paganismo, baseado em crenças panteístas doutrinavam que a natureza era a extensão de uma divindade, a ciência não se desenvolvia, pois seu desenvolvimento acarretava em uma afronta a esse sistema de divindade.

Com isto, sabemos então que muitos cristãos foram pioneiros na ciência moderna, principalmente por entenderem que a natureza não era uma extensão de Deus e sim sua criação. A Bíblia prega que Deus é onipresente, ou seja, Ele está em todos os lugares. Mas isso não significa que Ele seja todos os lugares. Também é errado falarmos que a ciência moderna é neutra, pois ela não é. Suas bases estão arraigadas em influências do iluminismo e entre outras coisas mais.

Mas foi após surgimento efetivo da teoria da evolução por Charles Darwin no século 19 que muitas pessoas tentaram acomodar a Bíblia para que ela fosse compatível com esse novo modelo. Então com relação a idade da terra, alguns cristãos começaram a tentar harmonizar os relatos bíblicos com os bilhões de anos defendidos pela teoria da evolução.

Vale lembrar que antes de Charles Darwin já havia uma discussão rudimentar sobre a evolução. Depois de Darwin, essa mesma teoria também já sofreu muitas mudanças ao longo dos últimos 150 anos, e certamente outras mais virão. Além disso, existe a possibilidade de em dado momento ela se tornar totalmente obsoleta, sendo suplantada por outra teoria na academia cientifica.

De qualquer forma, não existe a possibilidade de combinar o evolucionismo e o criacionismo bíblico, apesar do esforço de alguns. Essas pessoas se empenham em criar interpretações alternativas para fazer com que a Bíblia se encaixe nesse modelo. Geralmente essas interpretações alternativas se concentram no texto bíblico que informa em quantos dias Deus criou o mundo.

Mas com certeza um evolucionista que realmente conhece a teoria que defende, classificaria como um tipo de delírio a tentativa de um criacionista tentar combinar as duas posições. Não temos como ter um sistema baseado em seleções e processos naturais aleatórios, em que muitas situações, principalmente em relação às condições favoráveis para o desenvolvimento da vida, dependam do acaso e, ainda assim, tentarmos adicionar Deus nesse sistema. É incompatível. Ou Deus é eterno ou a matéria o é. Evolucionismo e criacionismo não combinam jamais!

Mas quantos anos tem a Terra?

É bem difícil de responder quantos anos tem a Terra. Embora não seja muito divulgado, a teoria da evolução não consegue resolver uma série de problemas para fechar sua conta dos 4,5 bilhões de anos. Alguns desses problemas dizem respeito a idade do sol, a idade das galáxias, o aquecimento do universo e etc.

Já pela Bíblia, também não é possível dizer com certeza quantos anos tem a terra. O texto bíblico não estabelece uma idade para o universo e, consequentemente, para o planeta Terra. Essa dificuldade se dá pelo fato de que a Bíblia não nos fornece muitos detalhes sobre alguns pontos necessários para afirmarmos o resultado dessa conta e, finalmente, descobrirmos quantos anos tem a Terra.

Em primeiro lugar, para sabermos quantos anos tem a terra, precisaríamos saber também durante quanto tempo Adão e Eva viveram no Jardim do Éden. Mas definitivamente não sabemos isto. Lendo os relatos bíblicos, como a Queda do homem acontece logo no capítulo 3 de Gênesis, às vezes deduzimos que isso aconteceu muito rápido. Nós temos a impressão de que Deus criou o homem em um dia, no outro o homem pecou. Mas a Bíblia não afirma isto.

Não sabemos por quanto tempo a serpente tentou Eva. Não sabemos por quantos dias eles permaneceram na inocência antes de pecarem. Nem mesmo sabemos se a idade de Adão a qual a Bíblia relata na genealogia de Sete, está considerando esse período pré-queda. Pode ser que a lista genealógica considere apenas o período após ele e a esposa terem sido expulsos do Jardim do Éden.

As genealogias bíblicas e a idade da terra

Geralmente as pessoas utilizam as genealogias bíblicas para estabelecerem um calculo da idade da Terra. Então alguns estudiosos defendam que segundo a Bíblia a terra teria cerca de 7 mil anos. Porém, devemos considerar que as genealogias registradas na Bíblia não possuem o propósito de estabelecer uma idade para a terra. O objetivo principal das genealogias é informar o estabelecimento uma linhagem.

Entendendo dessa forma, é fácil percebermos que as genealogias muito provavelmente estão considerando apenas as referências principais dentro dessa linhagem. Alguns intérpretes consideram que isso seria algo parecido com dinastias. Isso significa que é possível que nelas estejam citados apenas os personagens mais relevantes de uma determinada linhagem.

Isso significa que em alguns casos quando uma determinada genealogia diz que A gerou B, não necessariamente implica numa relação de pai para filho, mas simplesmente de ancestral. Um desses casos pode ser identificado quando comparamos Mateus 1:8 com 2 Reis 8:25; 11:2; 14:1-21, ou outras referências do Livro de Cronicas.

O Evangelho de Mateus diz que Jorão gerou Uzias. Mas em 2 Reis percebemos que Jorão foi o trisavô de Uzias. Agora você pode imaginar isto acontecendo em Gênesis 5, quando a idade dos homens era praticamente milenar? Diante disso, só existe uma conclusão: não podemos afirmar com exatidão a idade da terra. Porém, mesmo com o tempo indeterminado no Éden e o problema com as genealogias, não existem bases concretas, nem mesmo cientificas, para uma terra de bilhões de anos.

A sabedoria de Deus e a idade da terra

Ainda há outra variável que complica ainda mais a nossa equação sobre quantos anos tem a terra. Quando Deus criou Adão, Ele já o criou em idade adulta. Acreditar que Adão foi criado como um recém-nascido causaria alguns problemas na interpretação bíblica dos primeiros capítulos do livro de Gênesis.

Então se Deus criou Adão já adulto, por que Ele não poderia criar uma terra já madura e com aspecto envelhecido?Aqui até podemos se lembrar do milagre da transformação de água em vinho realizado por Jesus. Para que aquele vinho fosse tão bom como o relato do mestre de cerimônia atestou, ele precisaria ter sido envelhecido. Jesus transformou água em vinho novo, mas muito provavelmente envelhecido. Se algo semelhante ocorreu na criação, então fica ainda mais difícil definir quantos anos tem a terra.

A idade da terra e os fósseis

Um dos pontos que parecem mais desafiadores com relação a idade da terra, e a presença de fósseis. Geralmente esses fósseis são datados em milhões de anos. Mas os fósseis encontrados em nada contradizem a Bíblia. Na verdade a ciência ainda precisa explicar muita coisa no processo de fossilização.

Em outras palavras, submetido a condições extremas (umidade, variação de temperatura e exposição à luz), é possível obter um fóssil com a aparência dos famosos “milhares de anos” em apenas um ano. Alguns defendem que o Dilúvio possa ter sido essa condição extrema. Quem sabe?

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É importante saber quantos anos tem a terra?

O que precisamos entender, é que a Bíblia não nos fornece as respostas para algumas coisas específicas. Sobre isso gosto de ler o seguinte versículo:

As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.
(Deuteronômio 29:29)

Embora este versículo originalmente esteja aplicado em outro contexto, ele não deixa de expressar muito bem nossas dificuldades com alguns temas bíblicos. Certamente ele nos oferece uma resposta satisfatória, ou seja, não sabemos diversas coisas simplesmente porque elas não pertencem a nós.

Sobre a criação, a melhor resposta que podemos encontrar foi dada pelo escritor de Hebreus. Ele diz: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11:3). A fé é a única explicação plausível para tudo isso, incluindo a idade da terra.

Particularmente eu aprecio muito a ciência. Gosto de estudar física quântica e algumas outras coisas mais. Porém nunca o faço com o objetivo de encontrar respostas com relação à Deus. Faço apenas com o objetivo de poder admirar ainda mais as grandezas das obras do nosso Deus. O apóstolo Paulo fala exatamente sobre isto escrevendo aos crentes de Roma.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.
(Romanos 11:33-36)  

Independente de quantos anos tem a terra, tudo o que sabemos é que Deus é o criador de todas as coisas. Para um cristão, esta certeza já é mais do que suficiente. Saiba mais sobre a criação do mundo.

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3 Comentários

  1. Pela racionalidade,ou seja, pelo nosso tino racional, podemos sim afirmar a existência de Deus. Aliás, isso nem seria para ser discutido, não só pela falta de temor como pelo descaso para com Deus. A grandiosíssima obra divina só pode ser negada por espírito invejoso procedente do maligno. Mas é um “tapa o sol com a peneira”. A infinidade de coisas existentes e presente e notórios dentro do planeta terra que evidenciam e exigem uma grande inteligência na sua feitura não podem ser racionalmente consideradas por obras de acaso. A minha pergunta sempre para esses “sábios” é a seguinte; Pode a não inteligência criar a inteligência? Completando vejamos o que Paulo diz em Romanos 1: 18-22 –
    Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
    Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
    Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
    Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
    Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

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