O Mar da Galileia na Bíblia no Tempo de Jesus

O mar da Galileia é mencionado em várias passagens bíblicas. Ele é designado por este nome, mar da Galileia, especialmente no Novo Testamento (cf. Mateus 4:18). Mas esse lago também é citado com outros nomes na Bíblia. Ele é chamado de mar de Quinerete (Números 34:11), lago de Genesaré (Lucas 5:1) e mar de Tiberíades (João 6:1).

Onde fica o mar da Galileia?

Como seu próprio nome já diz, o mar da Galileia fica na região da Galileia. Essa província está localizada a cerca de 100 quilômetros de Jerusalém. Apesar do nome, o mar da Galileia é um grande lago de água doce, o qual recebe as águas do rio Jordão. Além disso, também é trazida pelas chuvas a neve dos cumes dos montes que o cercam.

Tudo isso contribui para o seu considerável tamanho. O mar da Galiléia possui aproximadamente 20 quilômetros de extensão e 12 quilômetros de largura máxima. Ele também possui de 20 a 230 metros de profundidade.

Nos tempos bíblicos, em sua região praiana a nordeste, havia a produção agrícola de grãos, vegetais e frutas. Essa região era especialmente favorecida pelo clima temperado da planície de Genesaré. Principalmente em seu lado leste, o mar da Galileia é circundado por montanhas e paredões de rochas imponentes.

Essas características geográficas e condições ambientais favorecem a ocorrência de repentinas tempestades. Muitas vezes essas tempestades são bastante intensas por causa choque dos ventos frios com a superfície morna do lago. Foi uma dessas repentinas tempestades que em certa ocasião apavorou os discípulos enquanto Jesus dormia.

Ao ser despertado pelos discípulos, Jesus repreendeu o vento e a fúria da água. Foi no mar da Galileia que os discípulos de Jesus fizeram a conhecida pergunta: “Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?” (Lucas 8:22-25).

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O mar da Galileia no tempo de Jesus

Nos dias de Jesus o mar da Galileia era um importante polo de pesca. Havia uma indústria pesqueira muito bem estabelecida ali. O lago era conhecido por causa de sua abundante quantidade de peixes. Já naquela época pelo menos 22 espécies de peixes eram identificadas como provenientes do mar da Galileia.

Acredita-se que no período do Novo Testamento ao menos nove cidades com mais de 10 mil habitantes estavam estabelecidas às margens do mar da Galileia. Dentre essas cidades, as que mais se destacavam eram Cafarnaum, Tiberíades e Betsaida-Júlia.

Cafarnaum era provavelmente o lar do apóstolo Pedro e do apóstolo André. Ambos eram nativos de Betsaida, mas parece que fixaram residência em Cafarnaum especialmente por causa de suas atividades como pescadores (Mateus 4:18; cf. João 1:44).

Cafarnaum foi um importante cenário para o ministério de Jesus. Ali Ele convocou o apóstolo Mateus e realizou muitos milagres. Apesar disso, os habitantes daquela cidade se mostraram incrédulos e impenitentes (cf. Mateus 11:23,24).

Tiberíades ficava situada no lado oeste do mar da Galiléia. Essa cidade foi construída por Herodes Antipas, e seu nome era em homenagem a Tibério César. Ali existiam muitas fontes de água mineral. Grande parte dos judeus não frequentava Tiberíades por causa da influência da cultura grega que havia ali.

Já Betsaida-Júlia ficava na margem noroeste do mar da Galiléia. Essa cidade foi construída por Felipe, filho de Herodes o Grande. Seu nome é uma homenagem à filha do imperador romano Augusto. Foi perto de Betsaida-Júlia que Jesus realizou um milagre de multiplicação de alimento, quando alimentou mais de 5 mil pessoas.

De fato o mar da Galileia foi parte marcante na rota percorrida por Jesus durante seu ministério terreno. Nosso Senhor frequentemente estava nas redondezas daquele lago. Dos 33 milagres de Jesus registrados nos Evangelhos, pelo menos 18 foram realizados na região do mar da Galileia.

Além disso, em suas praias, ou mesmo de cima de um barco sobre suas águas, Jesus transmitiu muitos ensinamentos que hoje temos o prazer de ler através dos Evangelhos. Muitas de suas parábolas foram contadas nas proximidades do mar da Galileia. Saiba mais também por que Jesus ensinava por parábolas.

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