O Que Significa “Se o Filho Vos Libertar Verdadeiramente Sereis Livres”?

A declaração “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” significa que a única liberdade verdadeira é a liberdade trazida por Cristo. Essa é uma declaração feita pelo próprio Senhor Jesus. Ele diz: “O escravo não fica permanentemente na casa, mas o filho fica permanentemente. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:35,36).

Jesus fez essa declaração durante um discurso diante dos judeus. Nesse discurso Jesus falou sobre pontos fundamentais da mensagem do Evangelho, especialmente sobre sua pessoa e ministério.

O texto bíblico também mostra a reação das pessoas diante do discurso de Jesus. Alguns dos judeus até chegaram a esboçar certa crença nele (João 8:30). Por um tempo eles até ficaram convencidos de que Jesus era o Messias. O problema é que Jesus não era o tipo de Messias que eles desejavam. Então logo eles foram da crença à hostilidade (João 8:33-59).

Foi nesse contexto que Jesus disse: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Essa declaração de Jesus basicamente afirma que um simples assentimento mental não é suficiente para tornar o homem verdadeiramente livre. W. Hendriksen explica que é necessário que haja uma entrega completa a Cristo, reconhecendo-o como seu Libertador pessoal do domínio de Satanás e do pecado.

Se o Filho vos libertar

Jesus é claro ao dizer que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Isso significa que o homem foi dominado pelo pecado de tal modo que ele é incapaz de se libertar desse domínio.

O apóstolo Paulo também fala do pecado na figura de um senhor que escraviza seus servos (Romanos 6:16). Ele ainda alerta para a verdade de que o “salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

Na sequência Jesus diz que o escravo não fica permanentemente na casa, mas o filho sim (João 8:35). Com isso Jesus estava revelando que seus opositores eram como escravos que não desfrutavam de uma liberdade verdadeira. Um escravo até podia viver na casa de seu senhor por um tempo, mas jamais para sempre. Ele poderia ser negociado como uma mercadoria dispensável a qualquer momento.

Por outro lado, o filho fica na casa permanentemente. Ele é herdeiro do senhor da casa. Naquele tempo os judeus se orgulhavam de ser descendentes de Abraão. Eles proclamavam que eram filhos de Abraão como se isso lhes pudesse conferir alguma imunidade ou privilégio diante de Deus (cf. João 8:37).

Eles viviam uma liberdade ilusória que na verdade nada mais era do que uma escravidão. Eles não entendiam que os verdadeiros filhos de Abraão são aqueles que permanecem em sua casa e desfrutam de seus privilégios como herdeiros para sempre. Mas essa filiação não é pela carne, é pela fé; e essa fé não é qualquer tipo de fé, mas é a fé genuína no Filho de Deus.

Somente Jesus Cristo é capaz de transportar o homem de escravo do pecado a filho de Deus. Somente Ele tem o poder de tirar o pecador do estado de morte espiritual para o estado de herdeiro da vida eterna. Por isso evidentemente a expressão “Se o Filho vos libertar” diz respeito ao novo nascimento que é operado pelo Espírito Santo com base na obra expiatória de Cristo.

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Verdadeiramente sereis livres

O ensino é claro: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Mas que tipo de liberdade é essa? Os judeus esperavam um Messias que trouxesse liberdade física, política e religiosa a Israel. Julgando-se justos, eles não estavam interessados na verdadeira liberdade que é aquela que rompe com as correntes do pecado.

Mas ao dizer “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, Jesus fala justamente da libertação da escravidão do pecado. Porém, ser verdadeiramente livre não significa viver uma vida sem compromisso e sem lei (1 Coríntios 9:21; Gálatas 6:2).

O homem sempre terá um senhor, seja Deus ou seja o pecado (Romanos 6:15,16). Então livre de verdade é aquele que serve a Deus e vive uma vida de acordo com Sua vontade. Aquele a quem o Filho liberta e é feito verdadeiramente livre, sente prazer nas coisas de Deus.

Por natureza, porém, o homem é incapaz de provar dessa liberdade; isso porque o pecado escraviza sua vontade. Não há uma única parte da vontade do homem natural que não esteja dominada pelo pecado; na verdade o que há é uma depravação total.

Mas a boa notícia é que o Filho de Deus veio para libertar o pecador. Ele traz uma liberdade tão extraordinária e completa que concede ao pecador liberto o direito de ser filho de Deus (Gálatas 4:6,7). É por isso que a declaração “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” é uma expressão maravilhosa que resume a essência do Evangelho.

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