Uma Salvação Grandiosa

A obra de Cristo proveu uma salvação grandiosa ao pecador. Cristo trouxe uma Nova Aliança ao seu povo. Diferentemente da Antiga Aliança que era imperfeita e temporária, a Nova Aliança é suprema, perfeita e definitiva. O motivo para isso é que o próprio Filho de Deus, o Verbo que se fez carne, é o mediador dessa Nova Aliança.

O perigo de negligenciar uma salvação grandiosa

O escritor de Hebreus faz uma importante exortação acerca do perigo da negligência (Hebreus 2:1-4). Ele fundamenta sua exortação fazendo uma exposição acerca da superioridade de Cristo. Ele é a revelação de Deus, o Sumo Sacerdote que fez a purificação dos pecados e que agora está entronizado à direita da Majestade (Hebreus 1:2,3).

Sendo o Filho de Deus, Cristo é superior aos anjos e a Moisés (Hebreus 1:4-2:18; 3:1-19). Consequentemente, a mensagem trazida por Ele também é uma mensagem superior (Hebreus 1:4-2:18; 3:1-19). Neste ponto o escritor apela para a verdade de que os anjos serviram como mediadores da Lei dada no Monte Sinai (cf. Atos 7:35-53; Gálatas 3:19).

Esses seres celestiais foram os mensageiros de Deus para comunicar sua Lei aos israelitas na Antiga Aliança. Mas na Nova Aliança, o Evangelho foi proclamado pelo próprio Senhor. Por isso o autor exorta os crentes a se apegar com firmeza às verdades ouvidas, a fim de que delas jamais se desviem (Hebreus 2:1).

A negligência da Antiga Aliança da Lei de Deus anunciada pelos anjos no Sinai resultava em justa punição. Com base nisso, quanto mais então o crente deve valorizar a mensagem da redenção revelada na Nova Aliança mediada pelo próprio Cristo? Daí vem a pergunta do autor de Hebreus: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3).

O que o autor está dizendo é que não há como escapar da ira de Deus e de seu justo castigo quando se ignora a mensagem a respeito da salvação grandiosa provida por Cristo. Negligenciar um dom tão precioso, consequentemente exige uma severa penalidade.

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O anúncio da salvação grandiosa

A salvação grandiosa foi anunciada inicialmente por Cristo, e depois propagada por aqueles que a ouviram diretamente dele. Os apóstolos de Jesus foram testemunhas de tudo o que Ele disse e fez em seu ministério (Atos 1:21-22; 1 Pedro 5:1; 2 Pedro 1:15). Foi através dessas testemunhas oculares do ministério de Cristo que o escritor de Hebreus e seus leitores ouviram a mensagem do Evangelho.

Essa mensagem poderosa foi confirmada através da ação do Espírito Santo. Deus utilizou milagres especiais para demonstrar a autoridade de Cristo e a legitimidade de sua mensagem (cf. Atos 2:22; 6:8; 14:3; Romanos 15:19; 2 Coríntios 12:12).

A mensagem do Evangelho é tão poderosa, que nada foi capaz de detê-la. Através do ministério Igreja, seu anuncio continuou ecoando de geração em geração, alcançando todas as partes do mundo (cf. 2 Pedro 2:9).

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A salvação grandiosa é obra de Cristo

A salvação é possível porque o Filho de Deus se encarnou. O autor de Hebreus faz uma citação do Salmo 8 para falar da posição confiada ao homem como cabeça de toda criação de Deus (Hebreus 2:6-8). Ao fazer isso, ele também expõe o fracasso da humanidade em cumprir esse papel por causa do pecado. Saiba mais sobre o significado do pecado.

Então nesse ponto o escritor aponta para Cristo. Ele assumiu plenamente a forma humana para poder restaurar a dignidade do homem para o lugar que lhe fora originalmente designado por Deus na criação (Hebreus 2:9-14,17). Nesse sentido, eu sem processo de humilhação, o Filho de Deus foi por pouco tempo inferior aos anjos (Hebreus 2:9).

Tudo isso era necessário para que o plano soberano de Deus fosse cumprido. Como segundo Adão, Cristo se ofereceu como sacrifício substitutivo pelo pecador, vencendo o pecado e a morte (cf. Romanos 6:23; 1 João 4:10). Somente através dos méritos de Cristo é que os redimidos por Ele podem alcançar a glória da qual o salmista escreveu.

Para realizar essa salvação grandiosa, o Filho de Deus tinha de sofrer em favor do pecador. Com sua obra redentora Ele destruiu o inimigo, e libertou o seu povo da escravidão da morte ao expiar os seus pecados. Assim, Ele é quem conduz os filhos adotados por Deus à gloria que Ele mesmo conquistou para eles. Por esse motivo os redimidos são chamados por Ele de “irmãos”, e encontram nele seu Sumo Sacerdote (Hebreus 2:9-18).

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